Lula deve fazer pronunciamento no domingo e prometer ajuste fiscal e combate ao 'estelionato eleitoral'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve fazer um pronunciamento à nação no próximo domingo (8). Segundo a reportagem do G1, a fala deve abordar três eixos: a pacificação do país, a garantia de que não haverá estelionato eleitoral e o anúncio de um ajuste fiscal para cumprir as metas fiscais durante seu quarto mandato.
De acordo com assessores presidenciais, Lula vai dizer que adotará medidas para assegurar o cumprimento das metas de resultado primário ao longo do próximo mandato, preservando os programas sociais e cumprindo as promessas feitas durante a campanha eleitoral. Um assessor direto do presidente afirmou, em caráter reservado, que "não haverá estelionato eleitoral" e que o governo terá responsabilidade fiscal durante todo o quarto mandato. Outro auxiliar disse que a intenção é garantir a geração de superávits primários ao longo de todo o período.
O termo "estelionato eleitoral" é usado para descrever casos em que um candidato, após eleito, adota medidas contrárias ao que prometeu durante a campanha. Apesar do nome, não é crime previsto na legislação brasileira.
Na frente econômica, Lula discute com os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento, medidas fiscais que o governo pretende aprovar ainda neste ano. Segundo a reportagem, Durigan entrou em contato com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para agendar reuniões e negociar a aprovação das medidas. O ministro afirmou que o objetivo é garantir o cumprimento do centro da meta fiscal. Para 2027, o governo cita a previsão de superávit primário equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
No pronunciamento, Lula também deve agradecer aos brasileiros pela reeleição, com destaque para mulheres, jovens e idosos, e afirmar que trabalhará pela pacificação do país. Interlocutores do presidente avaliam que ele tem a oportunidade de isolar politicamente a extrema direita, representada pelo bolsonarismo. Segundo essas fontes, no terceiro mandato Lula já havia prometido enfrentar o avanço desse grupo político, mas não conseguiu cumprir esse objetivo.
Como já mostramos na cobertura recente do portal, a agenda econômica e a articulação com o Congresso seguem no centro das atenções do governo, com a sucessão no Ministério da Fazenda e a primeira decisão do Copom após a reeleição entre os temas em destaque.
Com informacoes de G1 Política.

