Dólar avança 0,85% para R$5,2251 enquanto Ibovespa recua 0,26% para 182.991 pontos; mercado reage a dívida pública, pesquisa eleitoral e tensões globais

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 28/09/2026 19:40
Dólar avança 0,85% para R$5,2251 enquanto Ibovespa recua 0,26% para 182.991 pontos; mercado reage a dívida pública, pesquisa eleitoral e tensões globais

Foto: via G1

A cotação do dólar registrou alta de 0,85% nesta segunda‑feira (28), encerrando o dia em R$ 5,2251, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,26% e fechou em 182.991 pontos.

Na manhã do mesmo dia, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, contendo projeções de mercado para inflação, Produto Interno Bruto (PIB), dólar e taxa Selic, além de dados de agosto sobre o fluxo de recursos entre o Brasil e o exterior e a pesquisa Firmus, que reúne a percepção das empresas sobre a atividade econômica.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) publicou indicadores de confiança da indústria brasileira, mostrando queda pelo terceiro mês consecutivo em setembro. O índice geral recuou 2,4 pontos, situando‑se em 91,3. O componente que mede a situação atual caiu para 93,6 pontos – o menor nível desde dezembro de 2025 – e as expectativas para os próximos meses recuaram para 89,2 pontos, patamar mínimo desde novembro de 2025. Segundo a FGV, a deterioração está ligada a sinais de menor demanda, aumento de estoques, juros ainda elevados e maior incerteza.

No cenário internacional, os mercados acompanharam declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) dos EUA e as tensões entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump rejeitou uma proposta de cessar‑fogo do Irã, o que, aliado à alta de quase 3% no preço do petróleo, pressionou as bolsas de Wall Street.

A pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada nesta segunda‑feira, mostrou Lula (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno, à frente de Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 34%. Na rodada anterior, os dois candidatos tinham 37% e 33%, respectivamente, com margem de erro de 2 pontos percentuais. No cenário de segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados em 42%; 13% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam. Ronaldo Caiado (PSD) manteve 4% das intenções de voto, e Romeu Zema (Novo) ficou com 1%, ambos estáveis em relação à pesquisa anterior. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 24 e 27 de setembro, com nível de confiança de 95%.

Em avaliação do governo, 49% dos respondentes desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 46% aprovam. Na taxa de rejeição, Flávio Bolsonaro registra 56% e Lula 54%.

O mercado financeiro ajustou suas projeções no Boletim Focus: a expectativa de inflação para 2026 subiu de 4,92% para 4,99%; a previsão de crescimento do PIB em 2026 recuou de 1,88% para 1,86%; a inflação projetada para 2027 aumentou levemente de 4,30% para 4,31%; a expectativa de crescimento do PIB em 2027 caiu de 1,43% para 1,41%; a taxa Selic prevista para 2026 manteve‑se em 13,50% ao ano, indicando a possibilidade de mais um corte de 0,25 ponto percentual até o final do ano; a projeção para o dólar em 2026 permaneceu em R$ 5,20.

Nas bolsas de Wall Street, o Dow Jones recuou 0,66%, o S&P 500 caiu 0,76% e o Nasdaq perdeu 0,91%. O aumento do preço do petróleo, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, contribuiu para a pressão nos mercados.

Na Europa, o índice pan‑europeu STOXX 600 subiu 0,12% para 639,43 pontos. Entre as principais praças, o DAX de Frankfurt recuou 0,13% para 25.374,42 pontos, o FTSE 100 de Londres caiu 0,10% para 10.684,88 pontos e o CAC 40 de Paris ficou estável, com alta de 0,01% para 8.078,48 pontos.

Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em queda. O índice SSEC de Xangai recuou 1,67% para 3.823 pontos e o CSI300 caiu 2,22% para 4.340 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,54% para 24.642 pontos. As ações de tecnologia foram pressionadas por novas restrições dos EUA ao uso de componentes chineses em centros de dados de inteligência artificial; a empresa Eoptolink registrou queda de 8% e a Innolight recuou 12%.

Apesar das restrições, Estados Unidos e China concordaram em manter o diálogo sobre inteligência artificial e criar um canal para tratar incidentes tecnológicos, embora a disputa sobre uso e comércio de tecnologias estratégicas continue.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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