Ibovespa recua quase 2 mil pontos e dólar supera R$5,20 em sessão de sexta

Por Ronaldo Batista Souza em Rio Verde, GO 25/09/2026 15:25
Ibovespa recua quase 2 mil pontos e dólar supera R$5,20 em sessão de sexta

Foto: Montagem Money Times Divulgação

Na manhã desta sexta‑feira (25), o Ibovespa (IBOV) registrou queda de 1.814,90 pontos, equivalente a 0,99%, ao tocar a mínima intradiária de 182.151,01 pontos por volta das 11h (horário de Brasília).

Aos 12h30, o índice recuperou parte da perda e operava próximo a 183 mil pontos, com recuo de 0,17% em relação ao fechamento anterior.

O recuo foi impulsionado pela pressão das blue chips e pela divulgação antecipada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA‑15), que subiu 0,70% em setembro, revertendo a deflação de 0,40% registrada em agosto e fechando o período de 12 meses com alta acumulada de 4,47%.

Além disso, sinais de saída de capital estrangeiro intensificaram a queda. O ETF iShares MSCI Brazil (EWZ), negociado na NYSE e que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro, recuou quase 1%, cotado a US$ 36,42.

Entre as principais ações, as de Petrobras (PETR3 e PETR4) lideraram a pressão: PETR3 recuou 1,31% para R$ 53,41, enquanto PETR4 caiu 1,60% para R$ 48,47, sendo a ação mais negociada na B3. Vale (VALE3), que responde por 11% do índice, recuou 0,21% para R$ 70,51, sem apoio da referência ao minério de ferro na Bolsa de Dalian, na China, devido ao feriado local.

Em contraste, a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Azzas (AZZA3), que avançou 3,17% para R$ 14,96, enquanto a ponta negativa ficou com Ultrapar (UGPA3), que recuou 3,69% para R$ 37,37.

No mercado cambial, o dólar avançou frente ao real, cotado a R$ 5,2006 com alta de 0,13% ao meio‑dia. Mais cedo, a moeda atingiu a máxima intradiária de R$ 5,2145, alta de 0,40%. No pregão anterior, o dólar encerrava em R$ 5,1937.

O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,27% para 101.018 pontos, indicando fraqueza do dólar frente ao euro e à libra, mas a divergência com o real refletiu o pessimismo externo diante da nova onda de venda de títulos do Tesouro dos EUA.

“Essa recuperação ocorre enquanto o Ibovespa perde fôlego após a abertura e reforça a cautela dos investidores diante da inflação acima do esperado e das incertezas sobre os juros”, avaliou Otávio Araújo, consultor sênior na ZERO Markets Brasil.

Não é a primeira vez que fatores externos influenciam o mercado brasileiro; como já mostramos em 09/09, a tensão no Oriente Médio e a alta do Brent também geraram recuo do Ibovespa, reforçando a sensibilidade do índice a eventos globais.

Com informacoes de Money Times.

Ronaldo Batista Souza

Sobre o Autor: Ronaldo Batista Souza

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