Dólar à vista registra leve queda e acumula alta de 0,72% na semana
Apesar da apreciação do câmbio hoje, a semana terminou mais negativa para o real, em meio à reprecificação dos Treasuries no exterior e à maior cautela por conta da guerra no Oriente Médio.
Encerradas as negociações, o dólar à vista fechou em queda de 0,23%, cotado a R$5,1810, depois de ter batido na mínima de R$5,1738 e encostado na máxima de R$5,2141. No acumulado semanal a moeda americana avançou 0,72%.
Já o euro comercial caiu 0,07%, a R$5,9039, enquanto na semana depreciou 0,09%.
Perto das 17h20, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,28%, aos 101 pontos.
O dólar à vista abriu o dia em queda, mas o movimento mudou de orientação ainda pela manhã. A incerteza sobre a disputa eleitoral e a sazonalidade de fim de trimestre podem ter pesado sobre o câmbio, com o real entre as divisas mais pressionadas durante a manhã.
Na parte da tarde, porém, houve uma mudança na orientação do câmbio, o que para um trader pode indicar que a formação de preço hoje esteve mais orientada pelo fluxo. “É fim de mês e de trimestre, tem saída [de dólares]. Acho que pela manhã isso marcou mais e depois à tarde alívio, e passamos a acompanhar os pares”, afirma.
A leitura entre operadores é que os estrangeiros podem estar mais cautelosos neste fim de trimestre, com dúvidas sobre a rolagem ou não de posições por conta da disputa eleitoral. “Talvez nos próximos dias até o fim do mês a gente veja o câmbio mais volátil”, aponta um broker.
De todo modo, o real voltou a se aproximar do nível psicológico de R$5,20.
Em nota, os estrategistas do Société Générale observam que o câmbio brasileiro agora testa a média móvel de 200 dias. “O limite superior da faixa, em R$5,23 e R$5,25, representa uma importante zona de resistência. Se o câmbio superar essa barreira, um movimento de alta mais amplo poderá começar a ganhar forma.”
“Os próximos objetivos podem estar nas projeções de R$5,34 e R$5,43. A mínima registrada no início deste mês, em R$5,06, é um importante suporte no curto prazo. A defesa desse nível é crucial para evitar uma correção mais profunda”, avaliam os profissionais do banco francês.
Além do já mencionado, o que ajudou a pressionar o dólar no exterior hoje foi a força do iene japonês. A moeda tem a maior alta em duas semanas após a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou preocupação com o iene.
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Com informacoes de Valor Econômico.

