Starian, da Softplan e com capital da General Atlantic, mira aquisições maiores, mas esbarra em vendedores que preferem esperar

Por Ronaldo Batista Souza em Rio Verde, GO 06/11/2026 08:03
Starian, da Softplan e com capital da General Atlantic, mira aquisições maiores, mas esbarra em vendedores que preferem esperar

Foto: via Exame

A Starian, empresa de software do grupo Softplan, teve ao menos seis propostas de aquisição recusadas em 2026 porque os fundadores preferiram esperar por preços melhores. Apesar disso, a companhia mantém quatro ofertas na mesa e espera concluir parte dessas operações em 2027. O grupo busca empresas maiores e quer chegar a 2030 atuando em mais dois ou três segmentos.

Com uma agenda de aquisições robusta, foram 13 desde 2020, a Starian decidiu buscar negócios de maior porte em 2026, mas encontrou fundadores dispostos a esperar por um preço melhor. Segundo Alex Anton, diretor de estratégia da companhia, em entrevista exclusiva ao EXAME Insight, ao menos seis propostas ficaram pelo caminho neste ano porque os vendedores preferiram aguardar condições mais favoráveis de mercado.

A diferença de preço ajuda a explicar o impasse. Na experiência da Starian, os fundadores costumam pedir de 12 a 15 vezes o EBITDA, faixa que, de acordo com Anton, era mais comum para empresas de software com bons resultados até o primeiro semestre de 2025. Hoje, diz ele, a maior parte dos negócios que acompanha tende a sair entre 6 e 10 vezes o EBITDA. Ativos que crescem mais e têm maior potencial de geração de caixa ainda podem alcançar a faixa superior.

Os critérios da Starian também ajudam a entender por que os vendedores podem esperar. O grupo busca empresas que tipicamente faturam mais de R$ 50 milhões por ano, geram caixa e, em muitos casos, distribuem dividendos aos fundadores. Quando os sócios têm renda com o negócio e nenhum investidor externo cobra uma saída, uma proposta abaixo do esperado pode ser deixada para depois. "É um ano de subir a barra", afirma Anton.

As quatro propostas em aberto envolvem empresas que vendem software por assinatura para setores ou funções específicas, com receita recorrente anual de R$ 40 milhões a R$ 120 milhões e margens EBITDA de 20% a 45%.

A última grande aquisição da Starian foi a Contato Seguro, empresa especializada em canais de denúncias corporativas, anunciada em dezembro de 2025. O grupo prefere fazer menos compras e dedicar mais tempo à integração, já que uma empresa menor pode exigir mais trabalho que uma maior, caso ainda precise estruturar governança, sistemas e gestão para operar dentro do grupo.

Com informacoes de Exame.

Ronaldo Batista Souza

Sobre o Autor: Ronaldo Batista Souza

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