Semaclique, nova caneta de semaglutida produzida no Brasil, chega às farmácias nesta sexta

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 06/11/2026 19:00
Semaclique, nova caneta de semaglutida produzida no Brasil, chega às farmácias nesta sexta

Foto: via G1

Uma nova caneta de semaglutida produzida no Brasil começa a ser comercializada nesta sexta-feira (6). O medicamento, denominado Semaclique, será vendido pela Brace Pharma, empresa do Grupo EMS, ao preço de R$ 464,81 por unidade. Na compra de três canetas, o valor unitário cai para R$ 333, totalizando R$ 999.

O Semaclique recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto deste ano para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2. Embora a semaglutida também esteja presente em medicamentos voltados à perda de peso, como o Wegovy, o Semaclique não possui indicação aprovada para o tratamento da obesidade.

A substância ativa é a mesma encontrada no Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e no Wegovy, utilizado no tratamento da obesidade. Contudo, medicamentos com o mesmo princípio ativo não necessariamente compartilham as mesmas indicações autorizadas pela Anvisa.

O lançamento ocorre em um cenário de expansão das canetas de agonistas do receptor de GLP‑1 no mercado brasileiro, após o término da patente da semaglutida em março de 2026, o que abriu espaço para a entrada de novos fabricantes. Em 2026, a Anvisa já havia autorizado diferentes versões de semaglutida, incluindo o Ozivy, também desenvolvido pelo Grupo EMS. Em 29 de outubro, a agência aprovou cinco novas canetas para diabetes e obesidade, elevando para 20 o número de registros dessa classe concedidos no ano.

A aprovação sanitária, entretanto, não garante que todos os medicamentos estejam imediatamente disponíveis nas farmácias, pois a comercialização depende de etapas posteriores, como definição de preços e distribuição pelos fabricantes.

O Semaclique contém semaglutida sintética, pertencente à classe dos agonistas do receptor de GLP‑1. Esses fármacos imitam a ação de um hormônio intestinal que auxilia no controle da glicemia e na regulação do apetite, estimulando a liberação de insulina quando a glicemia está elevada, reduzindo o esvaziamento gástrico e aumentando a sensação de saciedade. A aplicação é semanal, por via subcutânea.

Segundo a fabricante, o dispositivo utiliza um sistema de seleção de doses por cliques, permitindo ajustes graduais conforme a prescrição médica, sem a necessidade de adquirir uma apresentação diferente a cada alteração de dose. Contudo, o paciente não pode modificar a quantidade aplicada por iniciativa própria; a dose e eventuais ajustes devem seguir orientação médica e as instruções da bula.

Como outras canetas de semaglutida, o Semaclique pode provocar efeitos adversos, sobretudo gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia e constipação. Riscos menos frequentes, porém potencialmente graves, como pancreatite, também estão descritos. A venda exige receita médica em duas vias, com retenção de uma delas pela farmácia, e o produto deve ser mantido sob refrigeração entre 2 °C e 8 °C, inclusive após o início do uso.

Outras canetas já foram aprovadas no Brasil: em maio, a Anvisa autorizou o Ozivy, primeira versão sintética de semaglutida registrada para diabetes tipo 2; em julho, foram aprovadas cinco canetas – Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema – todas com indicação para diabetes tipo 2; em agosto, a agência aprovou o primeiro genérico de semaglutida do país, desenvolvido pela EMS, além do Semaclique, registrado como medicamento similar pela Germed, outra empresa do grupo. Em 29 de outubro, foram autorizadas cinco novas canetas – Aribet, Embeltah e Sevema, indicadas para diabetes, e Lyrza e Wylovol, autorizadas para obesidade.

A concessão do registro sanitário não implica disponibilidade imediata nas farmácias; a comercialização depende de definição de preços e da distribuição pelos fabricantes. A entrada de novas marcas pode ampliar a concorrência no mercado brasileiro, mas não garante, por si só, a redução dos custos do tratamento. No caso do Semaclique, os preços anunciados ainda não permitem concluir que o custo total do tratamento será menor que o de outras opções, pois a comparação depende da dose prescrita, da quantidade utilizada e das condições de venda de cada produto.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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