Scheila Carvalho: por que o lifting facial virou uma das cirurgias mais procuradas no Brasil?

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 06/11/2026 15:00
Scheila Carvalho: por que o lifting facial virou uma das cirurgias mais procuradas no Brasil?

Foto: via O GLOBO

Yasmin Brunet viraliza com "skincare de comer"; gelatina faz bem para a pele?

O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de lifting facial, com 116.296 cirurgias realizadas em 2025, um aumento de 48,2% em relação a 2021, quando o país registrou 78.480 procedimentos, segundo levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS).

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 103.678 operações no último ano.

Para a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o crescimento da procura também está relacionado a uma mudança nas expectativas de quem recorre à cirurgia. Pacientes mais maduros têm demonstrado maior interesse em envelhecer sem necessariamente esconder a própria idade, e técnicas que buscam resultados menos perceptíveis, como o deep plane facelift, ganharam espaço.

Essa tendência acompanha o conceito de "quiet beauty", que valoriza intervenções discretas e resultados que respeitam as características individuais. "Existe uma mudança clara na expectativa dos pacientes. Eles querem rejuvenescer, mas continuar parecendo eles mesmos. Isso significa respeitar as características individuais do rosto, a proporção entre suas estruturas e a própria identidade facial. O rejuvenescimento não deve apagar a história daquela pessoa", afirma o cirurgião plástico Paolo Rubez, também membro da SBCP.

Beatriz Lassance complementa: "Em vez de tentar transformar uma pessoa de 60 anos para que pareça ter 40, a proposta passa a ser melhorar a qualidade da aparência sem apagar os elementos que contam a história daquele rosto".

A cirurgiã plástica Flávia Bonato, membro da SBCP, acrescenta que o planejamento deve levar em conta as diferenças anatômicas de cada paciente, buscando recuperar estruturas que sofreram mudanças com o envelhecimento, sem descaracterizar a fisionomia.

Essa busca por naturalidade ajuda a desfazer a associação do lifting com a imagem de um rosto excessivamente esticado. Uma tração exagerada da pele pode deixar o rosto com aspecto artificial quando outras estruturas não são consideradas no planejamento, pois o envelhecimento não se manifesta apenas na superfície da pele, mas também na distribuição da gordura, na musculatura, nos ligamentos e até nas estruturas ósseas.

As abordagens cirúrgicas passaram a considerar diferentes camadas da face, em vez de se concentrarem apenas na retirada do excesso de pele. Uma das estruturas envolvidas nesse processo é o SMAS, camada que recobre a musculatura facial e tem papel importante na sustentação dos tecidos. Segundo Paolo Rubez, a compreensão dessas alterações contribuiu para a evolução do lifting, que passou a incluir o reposicionamento de estruturas mais profundas.

Nomes como deep plane facelift e lifting glow up aparecem com frequência nas conversas sobre rejuvenescimento facial, mas a nomenclatura não deve ser o principal critério na escolha da cirurgia. Para o cirurgião plástico Marcelo Rudy, membro da SBCP, as técnicas podem variar na forma de execução, nas estruturas trabalhadas e na associação com outros procedimentos, e a indicação depende das características e da necessidade de cada paciente.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

Cobre o que o Brasil está buscando agora: famosos, esporte, tech, games e virais.