Romeu Zema defende direito de Jair Bolsonaro escrever cartas durante prisão domiciliar
O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu o direito do ex-presidente Jair Bolsonaro de se comunicar por cartas durante o período de prisão domiciliar e voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram dadas durante encontro com pré-candidatos do partido, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
De acordo com Zema, a decisão de Moraes que restringiu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai é uma decisão jurídica e não política. Ele questionou por que o ex-presidente Lula teve um tratamento diferente do que agora e destacou que qualquer preso no Brasil tem o direito de receber e escrever correspondência. Zema também afirmou que o ministro Alexandre de Moraes deveria se declarar suspeito para julgar essa questão e que o STF deveria se preocupar com questões institucionais, e não com quem está detido.
Questionado sobre a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada, Zema minimizou o resultado e afirmou que o cenário eleitoral ainda deve mudar. O levantamento mostra o ex-governador de Minas Gerais com 2% das intenções de voto em cenário de 1º turno e com 35% em um eventual 2º turno com Lula, que tem 45%. Zema afirmou que o brasileiro só vai sintonizar com as eleições na reta final, quando tivermos os debates, e que em 2018 foi assim.
Zema também afirmou que pretende ampliar sua presença nacional para tentar reduzir a diferença em relação aos adversários da direita. Ele disse que vai rodar o Brasil e que, como um candidato do setor privado, gerou um milhão de empregos em Minas Gerais e vai fazer muito mais. Ao comparar sua trajetória à dos concorrentes, sem citar nomes, Zema fez uma provocação ao filho do ex-presidente, dizendo que “ao contrário dos outros candidatos, ele tem curtição e não só sobrenome”.
Não é a primeira vez que Zema se manifesta sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou pedido de visita do presidente da Argentina, Javier Milei, a Jair Bolsonaro, e o senador Flávio Bolsonaro criticou a decisão do ministro de suspender visitas com fins político-eleitorais ao ex-presidente.
Com informacoes de G1 Política.

