Moraes Negou Visita de Milei a Jair Bolsonaro na Prisão Domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido da defesa de Jair Bolsonaro para autorizar uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente brasileiro na prisão domiciliar. A visita estava prevista para o dia 25 de julho, data em que Milei faria uma viagem ao Brasil. Na semana passada, Milei mencionou que viria ao Brasil para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência pelo PL e encontrar Jair.
Na decisão, o ministro do STF enfatizou que o ex-presidente cumpre medidas cautelares restritivas. Ao justificar a negativa, Moraes fez menção à decisão de proibição de visitas de caráter 'político-eleitoral' emitida anteriormente. Diante disso, o magistrado considerou o pedido apresentado pelos advogados como 'prejudicado'.
Essa não é a primeira vez que decisões judiciais afetam a comunicação de Jair Bolsonaro. Recentemente, como já mostramos, o senador Flávio Bolsonaro divulgou uma carta escrita pelo ex-presidente, o que levou a uma suspensão de visitas político-eleitorais. O ministro Alexandre de Moraes também havia suspendido as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias.
O ex-presidente cumpre pena privativa de liberdade desde 25 de novembro de 2025. Ele foi transferido para o regime de prisão domiciliar humanitária em 24 de março, após receber alta hospitalar depois de uma broncopneumonia. A decisão de Moraes rechaçou o argumento de que as novas sanções isolariam completamente o ex-presidente, classificando a alegação como 'patética'.
Moraes listou que, desde o início do regime domiciliar, Bolsonaro convive diariamente com a esposa, a filha e a enteada, além de funcionários, e já recebeu um total de 185 visitas, incluindo 64 de advogados, 31 de seus filhos (antes das suspensões) e 70 atendimentos médicos. O magistrado alertou ainda que novos descumprimentos das ordens judiciais poderão provocar a revogação do benefício humanitário e o retorno do ex-presidente ao sistema prisional em regime fechado.
Com informacoes de G1 Política.

