Porta de vidro de barbearia em Praia Grande explode duas vezes em nove dias; especialistas analisam causas
A porta de vidro de uma barbearia localizada na Avenida do Trabalhador, no bairro Vila Antártica, em Praia Grande (litoral de São Paulo), quebrou duas vezes nas mãos de um funcionário, em um intervalo de nove dias.
O primeiro incidente ocorreu em 15 de outubro, antes da inauguração do estabelecimento, quando o barbeiro Leandro Malisani, ao fechar a porta, viu o vidro estourar. A inauguração, inicialmente prevista para 20 de outubro, foi adiada para 24 de outubro em razão da quebra.
Na noite da inauguração, após o primeiro dia de atendimento ao público, o mesmo tipo de ruptura se repetiu. Leandro sofreu apenas ferimentos leves e não precisou ser hospitalizado.
O reparo da primeira quebra foi realizado em 16 de outubro, com custo de R$ 900, pago pela proprietária Erilaine Guarini. A porta já foi consertada antes do segundo incidente.
Um técnico avaliou a porta após os episódios, mas não identificou problemas na instalação nem conseguiu explicar o que provocou as explosões; o g1 não conseguiu contato com os responsáveis pela instalação.
As imagens das câmeras de monitoramento da barbearia ultrapassaram dois milhões de visualizações nas redes sociais.
A perita e diretora da FM Laboratório Pericial, Cely Martori, explicou que o vidro não quebra sem causa, embora nem sempre a origem seja identificada imediatamente. Entre as possíveis causas citadas estão uma pequena lasca na borda, batida anterior, pressão das ferragens ou contato com o piso. Falhas de fabricação, como a presença de partículas no interior do material, também podem contribuir.
Cely ressaltou que o vidro temperado é resistente, mas seus cantos e bordas exigem cuidado, e que o trilho pode contribuir se estiver desalinhado ou fazendo a porta prender. Ela afirmou que, como as duas explosões aconteceram durante a movimentação da porta, investigaria o alinhamento, as folgas e as ferragens para identificar pontos de contato ou pressão indevida, embora não fosse possível determinar a causa exata sem avaliação técnica específica.
O arquiteto Carlos Alberto Saraiva, proprietário da Vidr'Arte e especialista em instalação e manutenção de vidros, apontou que problemas na instalação, como roldanas mal ajustadas ou submetidas a pressão excessiva, podem provocar rupturas. Ele acrescentou que o contato inadequado entre o vidro e componentes metálicos pode contribuir para a quebra, dependendo das condições de instalação e das variações de temperatura.
Segundo Carlos, a porta era feita de vidro temperado de 8 mm de espessura. Ele explicou que vidros temperado e laminado são utilizados em portas de estabelecimentos comerciais, e que a escolha do material e da espessura deve considerar as características da estrutura e as condições de instalação.
O arquiteto destacou a diferença entre os dois tipos: o vidro temperado se quebra em pequenos fragmentos que ainda podem causar ferimentos, enquanto o laminado possui camada intermediária que mantém os pedaços aderidos, reduzindo a dispersão. Recomenda ainda a aplicação de películas de segurança antivandalismo, que mantêm os fragmentos unidos caso o vidro se quebre, evitando que a porta desabe sobre a pessoa.
Carlos enfatizou a importância da manutenção preventiva, afirmando que trincas e outros danos devem ser avaliados imediatamente, pois podem comprometer a resistência do vidro e provocar novas rupturas.
Cely acrescentou que algumas explosões podem acontecer sem sinais visíveis, mas alterações no funcionamento da porta – como raspar no chão, prender, fazer ruídos diferentes, apresentar ferragens soltas, lascas ou trincas – exigem interrupção do uso até avaliação técnica.
Na segunda vez, a porta…
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Com informacoes de G1.

