Corpo de Renata Santos, 26, é velado e sepultado na Grande Belém após queda no Rio Potty Hotel, em São Luís

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 05/11/2026 15:00
Corpo de Renata Santos, 26, é velado e sepultado na Grande Belém após queda no Rio Potty Hotel, em São Luís

Foto: via G1

Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, faleceu ao cair do sétimo andar do Rio Potty Hotel, em São Luís, na madrugada de terça‑feira, 3 de novembro, por volta de 1h30.

O corpo da paraense chegou ao município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, na quarta‑feira, 4 de novembro, e o velório foi iniciado ainda naquele dia na casa onde a jovem passou a infância e a adolescência, no bairro do Coqueiro.

O sepultamento ocorreu na manhã de quinta‑feira, 5 de novembro, às 10h, em um cemitério particular também localizado em Ananindeua, cidade que fica a 558 km da capital maranhense.

A mãe de Renata, Bety Negrão, manifestou profunda tristeza e cobrou justiça, afirmando: “A minha filha saiu daqui com vida. É muito triste isso”. Ela relatou ainda que teve um pressentimento antes de receber a notícia da morte, dizendo: “Eu tava com uma agonia, uma agonia, não dormia a noite toda”.

Renata cursava administração e havia viajado ao Maranhão para acompanhar o namorado, Leonardo Augusto Pinto França, em um campeonato de pôquer.

Imagens de câmeras de segurança registraram o casal no corredor do hotel antes da queda. Nos vídeos, Leonardo esbarra na janela, que se abre parcialmente; Renata, segurando uma mochila que cai ao chão, apoia‑se próximo à janela, perde o equilíbrio e despenca.

Após o incidente, o namorado foi conduzido à delegacia, prestou depoimento e foi liberado. O delegado George Marques, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), explicou que a análise preliminar indica que o casal havia parado em frente ao quarto, possivelmente para procurar a chave, e que Renata se sentou em um batente antes de se apoiar em uma estrutura de alumínio da janela.

A investigação está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios de São Luís. Além da coleta de depoimentos, foram iniciados trabalhos periciais, incluindo a análise da janela de onde Renata caiu, para identificar as causas do desprendimento da estrutura.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que ainda não há conclusões técnicas que permitam determinar o que provocou o desprendimento ou apontar irregularidades. A Polícia Civil deve ouvir, nos próximos dias, funcionários e integrantes da administração do hotel.

O Rio Potty Hotel, ao ser questionado sobre a estrutura das janelas, declarou que não fará manifestações públicas sobre o caso.

Um amigo próximo de Renata, que preferiu não se identificar, afirmou que a assistência oferecida pelo hotel à família não cobriu todas as despesas e questionou a manutenção das janelas, ressaltando que, por estar próximo à praia, a conservação deveria ser constante, especialmente em estruturas de alumínio. Ele alertou que o mesmo tipo de acidente poderia ocorrer com outra pessoa, inclusive uma criança, devido à rapidez com que Renata se encostou e caiu.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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