Flávio Bolsonaro discursará nos EUA em jantar de aliados de Trump ao lado do ator que interpreta seu pai em 'Dark Horse'
O senador Flávio Bolsonaro vai discursar em uma cerimônia promovida por aliados do presidente americano Donald Trump, que ocorrerá nos Estados Unidos. O evento, segundo a programação divulgada pelos organizadores, será realizado entre 18h e 22h no horário local, o equivalente a 20h e meia-noite em Brasília, no salão Donald J. Trump, dentro do clube Mar-a-Lago, em Palm Beach. Ainda não foi informado o horário específico dos discursos.
Entre os nomes presentes no evento está o ator Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo. Ele foi escolhido para viver o ex-presidente Jair Bolsonaro na cinebiografia Dark Horse. O filme passou a ser citado nas investigações sobre o Banco Master depois que a Polícia Federal identificou conversas em que Flávio tratava com Vorcaro de recursos para a produção. Em uma das mensagens, o senador cobrou pagamentos relacionados ao ator e ao diretor Cyrus Nowrasteh. Flávio confirmou ter buscado financiamento para o projeto, mas negou irregularidades.
A participação na gala ocorre em meio à tentativa de Flávio de ampliar sua interlocução com o entorno de Trump. Desde que chegou aos Estados Unidos, o senador tem buscado contatos com lideranças conservadoras americanas, com o auxílio do irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal que vive no país há mais de um ano e mantém relações com integrantes do movimento trumpista.
Apesar de o evento ocorrer em Mar-a-Lago, não há confirmação de que Trump participará da cerimônia. O presidente americano afirmou recentemente que não tinha planos de receber o senador, embora tenha declarado que ele poderia permanecer nos Estados Unidos pelo tempo que desejasse.
O jantar faz parte da programação do CPAC, que reúne lideranças conservadoras americanas e internacionais entre os dias 4 e 7 de novembro. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também está entre os participantes anunciados para a conferência.
Flávio deixou o Brasil no fim de outubro, após se recusar a reconhecer a vitória de Lula e descumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes. Desde então, permanece na Flórida, acompanhado da família.
Após chegar aos Estados Unidos, o senador divulgou uma carta de cunho golpista em que questionou, sem apresentar provas, a legitimidade do resultado eleitoral e afirmou que pretende liderar a oposição mesmo fora do país. A manifestação provocou desconforto entre dirigentes do PL e aliados que defendem a manutenção de uma atuação institucional no Congresso.
Com informacoes de O GLOBO.

