Fachin mantém prisão preventiva de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e nega pedido de liberdade
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Fachin, acolheu parecer da Procuradoria‑Geral da República e negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Fabiano Zettel, cunhado do empresário Vorcaro.
O órgão argumentou que a concessão da liberdade poderia comprometer a colheita de provas e possibilitar a prática de novos crimes por parte de Zettel.
Ao analisar o caso, Fachin destacou indícios concretos sobre a "posição de destaque" de Zettel no grupo investigado na Operação Compliance Zero, afirmando que "os fundamentos são coesos e específicos quando delimitam, com base em evidências indiciárias, os atos de gestão atribuídos a Fabiano Zettel".
O ministro também afastou o pedido de prisão domiciliar humanitária requerido pelo advogado e pastor, alegando que Zettel não preenche os requisitos para a medida. Segundo Fachin, o pedido foi fundamentado na suposta "situação de saúde" da esposa de Zettel e no recente nascimento de filhos gêmeos, mas não foi comprovado que não exista "rede de apoio para assegurar os cuidados necessários e indispensáveis" à família.
Fabiano Zettel, advogado e pastor, é considerado pela Polícia Federal como o braço financeiro da organização criminosa comandada por Vorcaro, atuando na intermediação e operacionalização de pagamentos aos integrantes do grupo.
Entre as práticas apontadas pelos investigadores, Zettel teria elaborado uma proposta de contratação simulada encaminhada ao servidor do Banco Central, Bellini Santana, para justificar pagamentos realizados sob a justificativa de "assessoria" prestada a Vorcaro.
O inquérito também indica que Zettel operacionalizava os pagamentos da "Tuma", suposto braço armado do grupo sob suspeita.
Oposição e veículos de imprensa afirmam que, quase três meses depois, a ajuda ainda não está chegando às áreas mais atingidas, onde os prejuízos são estimados em cerca de US$ 9,5 bilhões.
Com informacoes de O GLOBO.

