Execução falhada de Christa Pike gera atraso de socorro após confusão em chamada 911

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 13/10/2026 05:00
Execução falhada de Christa Pike gera atraso de socorro após confusão em chamada 911

Foto: via G1

Gravações obtidas pela Associated Press, por meio de pedido de acesso a registros públicos, mostram que o atendimento de emergência a Christa Pike foi retardado após autoridades penitenciárias e equipes de socorro questionarem a autenticidade de uma chamada ao 911 feita durante a tentativa de execução por injeção letal realizada em 30 de setembro, no Estado do Tennessee.

A primeira ligação ao número oficial de emergências dos Estados Unidos, 911, ocorreu às 20h40, pouco mais de uma hora após o início da aplicação da injeção. A chamada foi feita a partir da Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, onde os responsáveis relataram que a execução não havia sido concluída e que a mulher ainda estava viva.

O atendente solicitou um código de verificação, mas o interlocutor não possuía a informação. Às 21h03, o atendente informou que, segundo os supervisores do Departamento de Comunicações de Emergência (DEC), tratava‑se de “ligação falsa” e que não havia necessidade de assistência médica na prisão.

Quatro minutos depois, um socorrista relatou que havia pessoas do lado de fora do portão da prisão exigindo a entrada das equipes de emergência, alegando ser autoridade estadual. O socorrista pediu que alguém fosse até o portão para conversar com essas pessoas.

Enquanto as equipes de emergência tentavam confirmar a veracidade do pedido, mantiveram contato com a Central de Controle da prisão. Em gravação às 21h07, representantes da central afirmaram que eram responsáveis pela ligação, mas que não haviam efetuado nenhuma chamada. Poucos minutos depois, às 21h11, a Central de Controle reconheceu que o pedido de socorro era legítimo e autorizou a entrada dos socorristas.

Outras duas ligações ao 911 foram registradas. Às 21h08, Kelly Gleason, advogada de Christa Pike, informou que sua cliente estava sendo submetida a uma execução, permanecia viva, respirava e precisava de atendimento médico imediato para salvar a vida.

Christa Pike, de 50 anos, sobreviveu a duas doses de pentobarbital administradas durante a tentativa de execução pelo Estado, que a condenou pelo assassinato a facadas de sua colega Colleen Slemmer em 1995, quando tinha 18 anos. A execução falhou, e Pike foi internada em hospital, permanecendo ligada a um respirador por vários dias. Advogados afirmaram que, em determinado momento, não acreditavam que ela sobreviveria.

Na terça‑feira passada, Pike recuperou a consciência, começou a falar com dificuldade e a caminhar com auxílio. No sábado (dia 10), recebeu alta hospitalar e retornou à prisão feminina onde cumpre pena há 30 anos, conforme divulgado por seus defensores.

O Departamento de Correções do Tennessee não divulgou o motivo da falha na execução. Especialistas médicos levantaram hipóteses, como possível problema de qualidade do pentobarbital ou posicionamento inadequado dos cateteres intravenosos, que poderia ter causado acúmulo da substância nos tecidos ao invés de sua circulação adequada.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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