Estados Unidos anunciarão primeira execução pública em 90 anos: fuzilamento de Nidal Hasan marcado para 3 de dezembro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 08/10/2026 23:40
Estados Unidos anunciarão primeira execução pública em 90 anos: fuzilamento de Nidal Hasan marcado para 3 de dezembro

Foto: via G1

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta quinta‑feira, 8 de outubro, que o público poderá assistir à execução de Nidal Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas em um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, Texas, em 2009.

A pena está agendada para 3 de dezembro e será cumprida por um pelotão de fuzilamento. Em entrevista ao canal de TV Real America's Voice, Hegseth afirmou que o exército garantirá que as pessoas possam acompanhar a execução, argumentando que a exposição pública serviria para demonstrar que crimes desse tipo têm consequências graves nos EUA.

Até o momento, não ficou definido se haverá espectadores presenciais ou se a execução será transmitida pela internet ou televisão. Quando questionado se Hasan teria feito algum pedido final ou entrado em contato com o governo Trump, Hegseth respondeu apenas: “Não me importa. Vamos vê‑lo em 3 de dezembro.”

O porta‑voz do Pentágono, Sean Parnell, havia informado na última segunda‑feira, 5 de outubro, que o presidente Donald Trump autorizou a execução de Hasan.

Em meio ao anúncio, o caso de Christa Pike foi mencionado, indicando que ela está “com raiva e confusa após sobreviver à execução”, segundo declaração de seu advogado.

A última execução pública no país ocorreu em 1936, no Kentucky, quando Rainey Bethea, um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado diante de uma multidão. Esse evento marcou o primeiro fuzilamento militar nos Estados Unidos desde 1945.

O último fuzilamento militar foi o de Eddie Slovik, morto na França por deserção durante a Segunda Guerra Mundial, conforme relatado pela emissora NPR. Já a última execução de um militar dos Estados Unidos aconteceu em 1961, quando John A. Bennett foi enforcado no Kansas após ser condenado por estupro e tentativa de assassinato de uma menina de 11 anos.

O método de fuzilamento é raro no país. Apenas cinco estados – Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah – autorizam essa prática, de acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte. Em 2025, a Carolina do Sul realizou sua primeira execução por fuzilamento, a primeira vez em 15 anos que o método foi usado nos Estados Unidos.

Outras menções recentes incluem a aprovação de Trump para fuzilar um ex‑major autor de massacre em base militar dos EUA e notícias sobre condenações em casos de violência, como a de Christa Pike, que teria conseguido caminhar após sobreviver a uma execução fracassada, e a possibilidade de libertação de Charles Manson após 56 anos de prisão por sete assassinatos.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

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