Senado 2026: 14 políticos tradicionais ficam fora das duas vagas em 11 estados e DF
Marina Silva, Simone Tebet, Aécio Neves, Renan Calheiros e Ciro Nogueira estão entre os 14 políticos tradicionais que não ficaram entre os dois mais votados; a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ultrapassa 95% em todas as localidades.
Nenhum dos 14 políticos tradicionais que disputaram o Senado neste domingo (4), em 11 estados e no Distrito Federal, conseguiu uma das duas vagas. O grupo reúne seis senadores que terminam o mandato em janeiro de 2027, seis ex‑ministros e três ex‑governadores. A apuração está entre 95,9% e 100% das urnas, e em todos os casos a diferença para quem ocupa a segunda vaga supera o volume de votos ainda não contabilizados.
As ex‑ministras do governo Lula ficaram em terceiro e quarto lugares em São Paulo: Simone Tebet (PSB) obteve 19,23% dos votos, cerca de 8,3 milhões, e Marina Silva (Rede Sustentabilidade) 18,12%, ou 7,8 milhões. Ambas concorreram na chapa do ex‑ministro Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. O deputado federal Guilherme Derrite (PP) liderou com 30,59% e o presidente da Assembleia Legislativa André do Prado (PL) ficou com 29,28%. A distância entre Tebet e a segunda vaga ultrapassa 4,3 milhões de votos. Pesquisas divulgadas até a reta final indicavam empate técnico entre as duas ex‑ministras e Derrite; a última pesquisa da Quaest, de 23 de setembro, mostrava Derrite com 16%, Marina com 13% e Tebet com 12%, enquanto André do Prado aparecia em quarto com 8%.
Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo.
No Piauí, Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e ex‑ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro, terminou em terceiro com 24,68% (892 mil votos). Marcelo Castro (MDB) obteve 35,60% e Júlio César (PSD) 26,97%, ficando 82,6 mil votos à frente de Ciro. A campanha de Nogueira foi marcada pela exposição de sua amizade com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e por uma operação da Polícia Federal que o teve como alvo.
No Maranhão, a ex‑governadora Roseana Sarney (MDB) ficou em terceiro com 16,37% e o senador Weverton Rocha (PDT) em quarto com 15,19%. As vagas foram para Fufuca (PP) com 21,43% e Lahesio Bonfim (Novo) com 20,63%, mais de 305 mil votos à frente de Roseana.
Em Alagoas, Renan Calheiros, quatro vezes presidente do Senado, recebeu 22,25% dos votos, ficando atrás de Arthur Lira (PP) com 28,87% e de Marina JHC (PSDB) com 28,20%.
No Amapá, onde a apuração chegou a 100%, Randolfe Rodrigues (PT) somou 18,55% e perdeu para Rayssa Furlan (Podemos) com 29,98% e Lucas Barreto (PSD) com 24,22%. Uma pesquisa da Quaest, de setembro, o colocava em segundo lugar.
Na Paraíba, o cardiologista Marcelo Queiroga, ex‑ministro da Saúde no governo Bolsonaro, ficou em quarto com 12,46% (532,5 mil votos). João Azevêdo (PSB) obteve 32,50% e Veneziano (MDB) 22,76%, garantindo as cadeiras.
Em Pernambuco, o ex‑ministro da Educação Mendonça Filho (PL) recebeu 18,59% e ficou em terceiro, atrás de Humberto Costa (PT) com 27,17% e de Marília Arraes (PDT) com 24,97%.
No Amazonas, o ex‑governador Wilson Lima (União Brasil) terminou em quarto com 11,84% (448 mil votos), mais de 450 mil atrás do terceiro colocado. Eduardo Braga (MDB) liderou com 32,21% e o senador Plínio Valério (PSDB) ficou com a outra vaga, cerca de 35 mil votos à frente de Capitão Alberto Neto (PL) com 23,76%; a apuração chegou a 99,33%.
No Distrito Federal, com 100% das urnas apuradas, a senadora Leila Barros (PDT) somou 21,25% (686,3 mil votos) e ficou em terceiro, cerca de 200 mil votos atrás de Bia Kicis (PL) com 27,44%. Michelle Bolsonaro (PL) foi a mais votada, com 29,05%, e a deputada federal Erika Kokay (PT) recebeu 18,91%.
Em Minas Gerais, o ex‑governador Aécio Neves (PSDB) terminou em sétimo com 4,06% (805,8 mil votos). Domingos Sávio (PL) obteve 24,35% e Marília Campos (PT) 19,43%, garantindo as vagas.
No Paraná, a deputada federal e ex‑ministra Gleisi Hoffmann (ex‑presidenta do PT) ficou em quarto com 13,35% (1,54 milhão de votos). Filipe Barros (PL) liderou com 27,25% e Deltan Dallagnol (Novo) ficou em segundo com 25,14%; Alexandre Curi (Republicanos) ficou em terceiro com 16,85%.
A disputa mais apertada ocorreu em Mato Grosso do Sul. A senadora Soraya Thronicke (PSB) terminou em quarto com 13,07% (340,8 mil votos), cerca de 21 mil atrás de Vander Loubet (PT). As duas vagas foram conquistadas pelo ex‑governador Reinaldo Azambuja (34,64%) e por Capitão Contar (32,82%), ambos do PL.
O Senado renovou neste domingo 54 das 81 cadeiras; os 27 senadores com mandato até 2031 permanecem na Casa, embora alguns disputem governos estaduais no segundo turno, como Omar Aziz (Amazonas), Dorinha Seabra (Tocantins) e Alan Rick.
Essa renovação ocorre paralelamente à corrida presidencial, na qual Flávio Bolsonaro avançou ao segundo turno, conforme divulgado em cobertura anterior do portal.
Com informacoes de G1 Política.

