Trump autoriza primeira execução de militar dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial
O presidente Donald Trump concedeu a autorização para a primeira execução de um militar dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial, seguindo recomendação do secretário de Defesa Pete Hegseth; a data, hora e local da execução ainda não foram divulgados.
O condenado, identificado apenas como Hasan, está no corredor da morte das Forças Armadas desde 2013, após ser julgado e sentenciado por ter efetuado disparos contra soldados desarmados na base militar em 5 de novembro de 2009; durante o julgamento admitiu a autoria dos tiros, pediu desculpas por "quaisquer erros" e, em sua defesa, o psiquiatra afirmou que acreditava estar protegendo muçulmanos e o Talibã do Afeganistão.
De acordo com a lei militar dos Estados Unidos, a pena de morte de um militar só pode ser aplicada com autorização presidencial, sendo necessária a revisão de apelações e uma decisão sobre a legalidade da sentença antes da execução.
Em 1983, o Tribunal de Apelações das Forças Armadas considerou inconstitucional a pena de morte militar; no ano seguinte, 1984, a medida foi restabelecida por ordem do então presidente Ronald Reagan.
As execuções militares diferem das estaduais, que são permitidas em 27 estados; a última execução por pelotão de fuzilamento ocorreu na Carolina do Sul em 2025, representando a primeira utilização desse método nos EUA em 15 anos, e outros quatro estados – Idaho, Mississippi, Oklahoma e Utah – também permitem o fuzilamento.
A pena de morte em nível federal foi reativada durante o governo de Donald Trump, que assinou a ordem executiva no primeiro dia de seu mandato, em 2025; a ordem descreve a pena capital como "uma ferramenta essencial para deter e punir aqueles que cometem os crimes mais hediondos e atos de violência letal contra cidadãos americanos", enquanto a administração anterior, liderada por Joe Biden, havia determinado a suspensão da pena de morte federal por meio do Departamento de Justiça.
Com informacoes de O GLOBO.

