Cientista político indica que ascensão de Augusto Cury ameaça mais Flávio Bolsonaro que Lula

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 01/09/2026 23:00
Cientista político indica que ascensão de Augusto Cury ameaça mais Flávio Bolsonaro que Lula

Foto: via VEJA

Augusto Cury tem ganhado destaque na disputa presidencial, sendo apontado como um risco maior para Flávo​rio Bolsonaro do que para Luiz Inácio Lula da Silva, segundo avaliação do cientista político Marco Antonio Teixeira.

A análise foi apresentada no programa "Ponto de Vista", conduzido por Laísa Dall’Agnol, e destaca a capacidade do candidato de dialogar com eleitores independentes, mulheres e católicos, por meio de um discurso que enfatiza a união e a rejeição da polarização.

Para Teixeira, Cury tem construído sua candidatura em torno de uma mensagem que combina elementos típicos de ambos os espectros políticos: a defesa de princípios como capitalismo, meritocracia e competição, ao mesmo tempo em que propõe preocupação social e políticas voltadas ao bem‑estar coletivo.

O especialista ressalta que parte do eleitorado que atualmente apoia Flávio Bolsonaro o faz não por afinidade ideológica, mas como estratégia para impedir a vitória do PT. "Certamente há uma parcela decidindo pelo Flávio Bolsonaro, não porque concorda com ele, mas porque vê no Flávio a melhor estratégia de derrotar o PT", afirmou Teixeira.

Ele diferencia esse grupo dos eleitores bolsonaristas mais consolidados, apontando que a presença de uma candidatura competitiva fora do eixo polarizado pode abrir uma alternativa para quem busca impedir o avanço petista sem se identificar plenamente com a bancada de Jair Bolsonaro.

Cury procura ocupar esse espaço ao rejeitar uma classificação rígida entre esquerda e direita, buscando atrair eleitores que migram entre diferentes campos políticos e que ainda não se consideram presos a nenhum dos polos.

Dois segmentos específicos foram destacados na avaliação: os eleitores católicos, que segundo o cientista político apresentam maior autonomia nas decisões de voto e são menos influenciados por lideranças religiosas, e o eleitorado feminino, que tem demonstrado rejeição ao candidato Flávio Bolsonaro. Cury tem direcionado parte de sua retórica às mães, defendendo menos tempo diante das telas e maior convivência familiar, o que, na visão de Teixeira, cria uma conexão com narrativas de família e equilíbrio.

O ponto central da estratégia de Cury, segundo o especialista, é reduzir a temperatura do confronto político. "Ele tem uma narrativa bastante interessante que, de um lado, combate a polarização e, de outro, busca um tipo de diálogo que atinge aquilo que chamamos de família", explicou Teixeira.

Além de propor um discurso menos conflituoso, Cury também busca diminuir o grau de tensão na sociedade, posicionando‑se como uma alternativa que privilegia o diálogo e a coesão social.

Concluindo a análise, Teixeira afirmou categoricamente que, ao atrair o voto anti‑PT de eleitores que não se identificam com Flávio, Cury representa a maior ameaça ao candidato do PL. "Se você me perguntar quem ele mais ameaça, eu não tenho dúvida: ele ameaça o Flávio Bolsonaro", declarou.

Este texto resume parte do conteúdo do programa audiovisual "Ponto de Vista" e foi elaborado com apoio de inteligência artificial, sob supervisão humana. O material está protegido pelos direitos da Abril Comunicações S.A., CNPJ 44.597.052/0001-62.

Com informacoes de VEJA.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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