Após OPA na Helbor, HBR Realty vende participações em shoppings e edifício corporativo a fundo imobiliário por quase R$ 1 bilhão; ações sobem 6%

Por Ronaldo Batista Souza em Rio Verde, GO 05/11/2026 14:41
Após OPA na Helbor, HBR Realty vende participações em shoppings e edifício corporativo a fundo imobiliário por quase R$ 1 bilhão; ações sobem 6%

Foto: via Seu Dinheiro

Depois de assumir o controle da Helbor (HBOR3) e encaminhar a saída da incorporadora voltada ao alto padrão da bolsa, a HBR Realty (HBRE3) deu mais um passo de peso no mercado imobiliário. A companhia assinou contratos para vender participações em quatro empreendimentos de seu portfólio por R$ 938 milhões a um fundo imobiliário gerido pela SPX Real Estate, o SPX Portfólio Alfa.

Trata-se de um fundo cetipado, ou seja, não listado em bolsa e negociado em mercado de balcão. A operação abrange 20% do Mogi Shopping, 25% do Suzano Shopping e 50% do Patteo Olinda Shopping, todos centros de compras, além de 90,9% do Lead Corporate Faria Lima, um edifício corporativo.

Na bolsa, as ações da empresa reagiram positivamente. Por volta das 13h50, horário de Brasília, os papéis HBRE3 operavam em alta de cerca de 6%, cotados a R$ 1,90. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, recuava 0,31%, aos 167.044 pontos.

O pagamento será feito por etapas. Do preço total, R$ 562,6 milhões serão quitados à vista na data de fechamento da transação, prevista para até 11 de novembro de 2026. Os R$ 375,1 milhões restantes serão pagos em quatro parcelas anuais e sucessivas de R$ 93,77 milhões cada, corrigidas pela variação do IPCA. Com isso, o valor final poderá se aproximar de R$ 1 bilhão.

Segundo comunicado da HBR, o fundo comprador já captou os recursos necessários para cumprir as obrigações financeiras da operação. O saldo a prazo será depositado em uma conta vinculada (escrow account), tendo os vendedores como beneficiários.

A companhia afirmou que a venda faz parte de sua estratégia de gestão ativa do portfólio, com foco na reciclagem de imóveis e na otimização da estrutura de capital. A movimentação vem logo após a HBR Realty adquirir 83,16% do capital social da Helbor por meio de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA), com o objetivo de assumir o controle da incorporadora e cancelar seu registro como companhia aberta, saindo do Novo Mercado da B3.

As duas empresas já eram controladas pela mesma família, a Borenstein, e, de acordo com a HBR, a reorganização buscou ampliar o acesso a terrenos, combinar fontes de receita e reduzir custos. Na época do anúncio, em julho, porém, a proposta não agradou aos investidores: os papéis HBOR3 chegaram a cair cerca de 20% no pregão seguinte, enquanto as ações HBRE3 recuaram quase 18%.

Na ocasião, um dos principais atrativos da OPA, segundo o CEO da HBR, Alexandre Nakano, era o banco de terrenos da Helbor, com potencial de R$ 12 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Desse total, 83% estava na capital paulista, com foco em projetos de médio e alto padrão. Já o CFO, Alexandre Dalpiero, projetava uma economia de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões por ano com a eliminação de estruturas duplicadas. A expectativa também era elevar o volume médio diário negociado das ações da HBR de R$ 1 milhão para R$ 3,5 milhões.

Com informacoes de Seu Dinheiro.

Ronaldo Batista Souza

Sobre o Autor: Ronaldo Batista Souza

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