Trump recua e anuncia que execução de Nidal Hasan não será transmitida ao vivo
Na quinta-feira, dia 15, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, ex‑major do Exército americano, não será transmitida ao vivo, marcando um recuo em sua posição inicial sobre o assunto.
A transmissão ao vivo havia sido anunciada pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth, e seria a primeira execução pública nos EUA em 90 anos, além de representar a primeira execução de um militar desde a Segunda Guerra Mundial.
Trump justificou a mudança afirmando que "muitas pessoas boas e bem‑intencionadas prefeririam não assistir à morte [do prisioneiro]". Em publicação na rede social Truth Social, o presidente escreveu: "Acho que transmitir a execução ao vivo para que todos pudessem assistir poderia ser um forte fator de dissuasão, permitindo que o mundo testemunhasse como os Estados Unidos lidam com terroristas e com ESCÓRIA como Hasan. No entanto, muitas pessoas boas e bem‑intencionadas prefeririam não vê‑lo morrer. (...) Ele morrerá, conforme previsto, por fuzilamento, mas esse evento não será transmitido ao vivo. Ainda assim, os familiares mais próximos das vítimas poderão assistir à execução presencialmente, se assim desejarem. Eles merecem testemunhar a JUSTIÇA!"
O vice‑presidente J.D. Vance também comentou o tema, dizendo que não assistiria à execução ao vivo.
Trump autorizou pessoalmente a pena de morte de Nidal Hasan. A aplicação da pena está marcada para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento.
Hasan foi condenado à morte por ter matado 13 soldados norte‑americanos e ferido dezenas em um ataque terrorista ao Fort Hood, no Texas, em 2009. O ataque resultou em 13 mortes e dezenas de feridos, e Hasan foi julgado e condenado por assassinato e tentativa de assassinato.
A perspectiva de uma execução pública gerou polêmica no país e reações de autoridades de todo o mundo. A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo ao governo Trump para que reconsiderasse a decisão, repudiando a ideia de transmitir a execução ao vivo.
Antes do recuo, Trump havia manifestado que queria usar o caso de Hasan como exemplo, chamando o ex‑militar de "maníaco" e afirmando que ele merecia ser morto por um pelotão de fuzilamento.
O caso reacende o debate sobre a possibilidade de retomar execuções públicas nos Estados Unidos após quase um século, bem como sobre a legalidade e a ética de transmissões ao vivo de penas de morte.
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Com informacoes de G1.

