Sophia Barclay (PL) recebeu Bolsa Família desde 2018 apesar de criticar programa
A candidata a deputada federal por São Paulo, Sophia Barclay, filiada ao Partido Liberal (PL), ganhou destaque nas redes sociais ao atacar programas de assistência social do governo federal, como o Bolsa Família e o Gás do Povo.
Dados do Portal da Transparência revelam que Barclay consta como beneficiária do Bolsa Família desde maio de 2018, quando tinha 18 anos e ainda residia no Rio de Janeiro. Os pagamentos estavam vinculados ao Cadastro Único (CadÚnico), sistema que reúne informações de famílias de baixa renda. Nos últimos oito anos, excluindo 2024, o total recebido pelo programa soma aproximadamente R$ 21 mil.
Em 11 de setembro de 2025, a então influenciadora política publicou no X (antigo Twitter) uma mensagem ofensiva ao programa, afirmando: "Gostam de viver na extrema miséria, porque é nisso que vocês vivem. Vá por mim: tem gente que merece mesmo viver apenas de Bolsa Família e se contentar com pouco. Bando de porco". No mesmo mês, o cadastro oficial indica que ela recebeu R$ 600 do Bolsa Família.
No mês de julho de 2025, Barclay divulgou um vídeo em seu perfil no Instagram questionando o programa Gás do Povo, dizendo: "Por que ao invés de aplicar auxílio, não diminui o valor do gás? Não! Mete auxílio e aumenta o imposto. E no final de tudo quem paga por isso? O próprio povo". O documento obtido pela reportagem mostra que ela recebeu o benefício relacionado ao gás em março de 2025.
Durante a pré-campanha, a candidata apresentou uma proposta de alteração nas regras do Bolsa Família. A sugestão consistia em exigir que beneficiários considerados "saudáveis" e sem filhos menores prestassem serviços comunitários para manter o auxílio, argumentando que "não é justo que apenas o trabalhador sustente essa conta" e que os beneficiários sem filhos também deveriam contribuir com trabalho e serviços à comunidade.
A assessoria de Sophia Barclay declarou ao Metrópoles que a candidatura consta no CadÚnico devido a um familiar e que não houve intenção de receber benefícios de forma irregular. Segundo a nota, a candidata não se posiciona contra programas de assistência social; ela defende que os auxílios sirvam como proteção temporária para quem realmente necessita, mas não como fonte permanente de renda, enfatizando a necessidade de amparo estatal em situações de vulnerabilidade.
Com informacoes de Metrópoles.

