Rio de Janeiro projeta 9 mil novos casos de câncer de próstata em 2024, ficando em terceiro lugar no ranking nacional
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) calculou que o Brasil deve registrar quase 78 mil novos casos de câncer de próstata ao longo de 2024. Entre os estados, São Paulo lidera o ranking em número absoluto de casos, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná.
No cenário do Rio de Janeiro, a projeção aponta para 9 mil novos diagnósticos de câncer de próstata neste ano, colocando o estado na terceira colocação nacional em termos de quantidade de casos. A classificação utilizada pelo INCA considera apenas o volume absoluto de casos, não o risco proporcional à população de cada unidade federativa.
Excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata permanece como o tipo mais frequente entre os homens brasileiros. Em razão disso, a campanha Novembro Azul, promovida pela Agência de Saúde do Rio de Janeiro (Alerj), tem sido intensificada para estimular a atenção integral à saúde masculina.
“O Novembro Azul abre uma porta para que o homem olhe para a própria saúde de forma mais ampla. A consulta pode ser uma oportunidade para identificar outras necessidades e iniciar um acompanhamento. Queremos que esse cuidado continue durante todo o ano”, explicou o urologista Samy Chitayat, do Departamento Médico da Alerj.
Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas. Entre os sinais de alerta que exigem avaliação médica estão: dificuldade para urinar, diminuição da força do jato, necessidade de urinar com maior frequência durante o dia ou à noite e presença de sangue na urina. Embora essas alterações possam estar relacionadas a condições benignas, a investigação profissional é imprescindível para esclarecer a causa.
A idade é um dos principais fatores de risco, com aumento significativo da incidência e da mortalidade após os 60 anos. Homens negros apresentam risco maior de desenvolver a doença, assim como aqueles que têm histórico familiar de primeiro grau – especialmente pai ou irmão diagnosticado antes dos 60 anos. O excesso de gordura corporal também está associado a um risco elevado de câncer de próstata avançado.
Não existe medida capaz de garantir a prevenção total da doença. Contudo, manter o peso adequado, praticar atividades físicas regularmente, adotar uma alimentação balanceada e evitar o tabagismo são recomendações gerais para reduzir fatores de risco e proteger a saúde em geral.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) orienta que os homens procurem avaliação médica individualizada a partir dos 50 anos, ou dos 45 quando apresentarem fatores de risco descritos. A decisão sobre a realização de exames deve ponderar os benefícios e os possíveis danos, como o sobre‑diagnóstico e o tratamento de tumores que não ameaçariam a vida.
O INCA, por sua vez, não recomenda o rastreamento rotineiro em homens assintomáticos, alertando para os potenciais prejuízos decorrentes da identificação e tratamento de lesões que poderiam permanecer indolentes. Quando houver suspeita de sinais ou sintomas, a investigação deve ser imediatamente iniciada.
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Com informacoes de O GLOBO.

