Randolfe Rodrigues perde reeleição ao Senado após 15 anos de atuação e abre caminho para nova representação amapaense

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 18/10/2026 17:00
Randolfe Rodrigues perde reeleição ao Senado após 15 anos de atuação e abre caminho para nova representação amapaense

Foto: via G1

Após 15 anos no Senado, o líder do governo Randolfe Rodrigues (PT) não conseguiu se reeleger pelo Amapá nas eleições de 2026, sendo derrotado nas duas vagas em disputa.

No pleito de 4 de outubro, os eleitores do estado escolheram para o Senado Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD), enquanto Randolfe ficou em terceiro lugar, não alcançando nenhuma das duas vagas disponíveis.

Especialistas consultados pelo G1 explicam que a derrota está ligada à exposição da candidatura a disputas ideológicas nacionais e ao aumento da polarização política. O cientista político e professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Paulo Gustavo Pellegrino, afirmou que a polarização entre direita, extrema‑direita, centro‑esquerda e esquerda tem um reflexo significativo no eleitorado local, ressaltando que “a direita conseguiu se articular para ganhar os eleitores de forma muito mais ampla do que o centro e principalmente mais do que a esquerda”.

Em nota enviada ao G1, o senador Randolfe Rodrigues declarou que “o resultado local reflete um movimento mais amplo que atravessou o país e reconfigurou forças no Parlamento, impactando o Amapá na mesma medida em que se fez sentir em diversas outras regiões do Brasil”, e pediu que a decisão das urnas seja acolhida com maturidade e respeito democrático.

Professores da Unifap contestam a tese de que Randolfe tenha abandonado as pautas amapaenses. O Dr. Paulo Gustavo Pellegrino Correa, coordenador do Programa de Pós‑Graduação em Estudos de Fronteira, citou a atuação do senador em temas estratégicos como a exploração de petróleo na Margem Equatorial, a transposição de servidores e demandas ligadas à própria universidade federal, afirmando que “não vejo o Randolfe tendo se distanciado das pautas amapaenses”.

Outro docente da Unifap, Dr. Daniel Chaves, pesquisador de política e história contemporânea, destacou que a derrota não pode ser explicada apenas por fatores locais, mas também por uma mudança mais ampla no comportamento do eleitorado amapaense. Segundo ele, “cerca de 60% do eleitorado do Amapá se posicionou por mudança em outubro deste ano, em nível estadual”.

Paralelamente ao pleito senatorial, Dr. Furlan, ex‑prefeito de Macapá, foi eleito governador ao derrotar Clécio Luís (PSD), candidato que buscava a reeleição. Em cobertura adicional, foi informado que Dr. Furlan (PSD) venceu em 15 dos 16 municípios do Amapá, conforme mapa divulgado.

Analistas concluem que, embora Randolfe tenha mantido protagonismo nacional sem abandonar as demandas regionais, seu papel como um dos principais defensores do governo Lula no Congresso pode ter influenciado negativamente o ambiente eleitoral local. A saída do parlamentar pode reduzir temporariamente o peso político do Estado, mas também representa uma renovação democrática na representação do Amapá no Senado.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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