Senadores do Paraná descartam negociação e pedem impeachment de ministros do STF

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 14/10/2026 17:00
Senadores do Paraná descartam negociação e pedem impeachment de ministros do STF

Foto: via R7

Os senadores recém-eleitos pelo Paraná, Filipe Barros, filiado ao PL, e Deltan Dallagnol, do Novo, declararam que rejeitam qualquer proposta de saída negociada, como aposentadoria antecipada, que pudesse impedir o processo de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal previsto para o próximo ano.

Os dois parlamentares foram encontrados ao lado do governador eleito Sergio Moro (PL) no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, onde conversavam com transeuntes e posavam para fotografias. A presença dos três ocorreu durante um evento de campanha de Flávio Bolsonaro na capital gaúcha.

Questionado sobre a possibilidade de um acordo para o ministro Alexandre de Moraes, Filipe Barros respondeu categoricamente que não existe esse tipo de negociação, ressaltando que a pauta da sua eleição foi justamente a atuação contra supostos abusos do Supremo. Ele qualificou a questão como “inegociável” e acrescentou que, além do impeachment, sua agenda inclui a aprovação de uma reforma do Poder Judiciário e a reavaliação do papel do STF.

O presidente do PL declarou que o impeachment de ministros do STF não constitui prioridade para Flávio Bolsonaro, enquanto o senador Magno Malta afirmou que o tema continua como prioridade.

Deltan Dallagnol, ao ser indagado sobre o mesmo assunto, enfatizou que o caminho está na aplicação da lei, afirmando que “se a lei voltar a valer no Brasil, haverá impeachment de ministro”.

Dallagnol foi eleito senador com 25,14 % dos votos, mas ainda enfrenta dúvidas quanto à sua elegibilidade. O TSE anulou seu registro de candidatura a deputado federal em 2023 e, neste ano, o relator reconheceu uma inelegibilidade de oito anos. O senador só pôde concorrer novamente após o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspender a decisão. A defesa sustenta que ele foi apenas cassado, sem inelegibilidade, e o julgamento foi retirado da pauta, sem nova data definida.

Sobre o segundo turno, Sergio Moro informou que o grupo trabalha para reduzir a taxa de abstenção e ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no Paraná.

Em relação às recentes medidas anunciadas pelo presidente Lula, como o pacote para microempreendedores individuais (MEIs) e o perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias, Filipe Barros avaliou que “prosseguindo dessa maneira, os cofres públicos ficarão cada vez mais arruinados, e a vantagem é ilusória, pois a população é quem paga a conta”.

Barros ainda comparou o desempenho do Paraná no primeiro turno de 2022 com o de 2026, apontando que Lula venceu cerca de 140 municípios na eleição anterior e agora apenas 49. Ele afirmou que a campanha intensificará a mobilização nas cidades onde o petista foi eleito e que o estado será “um dos que mais proporcionalmente vai dar voto ao Flávio”.

Dallagnol lembrou que os votos do primeiro turno não se acumulam, citou as 33 milhões de eleitores que se abstiveram – 21,08 % do eleitorado – e destacou a necessidade de trabalhar para reverter esse cenário. Ele acusou o PT de “espalhar fake news” e de conduzir “uma campanha de medo”.

Em notícias relacionadas, Flávio Bolsonaro recebeu a maioria do apoio do MDB e foi declarado candidato preferido por 17 dos 27 diretórios do partido. O clima de “já ganhou” e a disputa por cargos têm gerado tensão na campanha, com a cúpula pedindo mobilização de rua até o fim do segundo turno para conter o que chamam de “salto”.

Com informacoes de R7.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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