Professores de Barra Mansa protestam nas ruas e acionam a Justiça contra reajuste salarial
No dia 28 de outubro, coincidindo com a celebração do Dia do Servidor Público, os profissionais da educação de Barra Mansa mobilizaram-se nas ruas para intensificar as reivindicações ao prefeito Luiz Furlani.
A categoria alega que o reajuste do piso nacional anunciado pela administração municipal não corresponde à realidade, pois se baseia em uma alteração da regência de classe, mantendo os salários equiparados ao piso de 2023.
Após tentativa frustrada de negociação dentro da sede da prefeitura – onde foram impedidos de entrar – os grevistas decidiram recorrer ao Poder Judiciário.
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe), núcleo de Barra Mansa e Rio Claro, ingressou com uma ação de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça, pedindo a suspensão imediata dos dispositivos questionados e a manutenção dos percentuais de investimento anteriormente previstos em lei, que haviam sido reduzidos de 30 % para 25 %.
Na mesma ação, o sindicato apontou a falta de transparência na tramitação da proposta, destacando que o conteúdo não estava disponível para acompanhamento da categoria no portal legislativo, conforme documentos anexados.
Além da defesa dos salários, a categoria reivindica condições dignas de trabalho, como a climatização das salas de aula, o cumprimento da Lei nº 15.326/2026, o enquadramento das auxiliares de creche e o retorno da jornada de seis horas para todos os profissionais.
A relação entre a Secretaria de Educação e a Prefeitura de Barra Mansa vem se deteriorando desde a gestão anterior; segundo o representante do Sepe‑BM, Betto Almeida, a regência de classe caiu de 95 % para 41 % na época, e agora a porcentagem de investimento também estaria ameaçada.
Com informacoes de www.correiodamanha.com.br.

