Por que Jessie J precisou de duas cirurgias de reconstrução mamária? Especialista explica
A cantora Jessie J celebrou a recuperação de sua segunda cirurgia de reconstrução mamária. Ela está em pausa na carreira para descansar e, segundo a cirurgiã plástica Carine Barreto, muitas reconstruções de mama são planejadas em etapas, o que explica a necessidade de múltiplos procedimentos.
A artista comemorou a recuperação em seu perfil nas redes sociais, na última quarta-feira (21). Aos 38 anos, ela está passando por um detox digital e deu uma pausa na carreira para se cuidar e curtir mais o filho Sky, de 3 anos, após a descoberta e a cura do câncer de mama. A britânica havia feito uma mastectomia (retirada das mamas) após o diagnóstico e passou por duas cirurgias de reconstrução mamária.
Por que ela precisou fazer o procedimento duas vezes? A cirurgiã plástica Carine Barreto esclareceu essas e outras dúvidas. Segundo a especialista, a reconstrução mamária busca devolver a forma, o volume e o contorno da mama após a retirada parcial ou total do tecido mamário, principalmente no tratamento do câncer de mama. Ela pode ser realizada no mesmo momento da cirurgia oncológica, a chamada reconstrução imediata, ou posteriormente, como uma reconstrução mais tardia.
A médica explica que é possível realizar novas cirurgias e revisões de uma reconstrução mamária, como no caso de Jessie J. "Na realidade, muitas reconstruções já são planejadas em etapas." Na ocasião em que anunciou o novo procedimento, a cantora esclareceu que a nova intervenção significava que o câncer havia voltado. Ainda segundo a especialista, cada intervenção deixa cicatrizes e modifica os tecidos. Depois de múltiplas cirurgias, podem surgir pele mais fina, fibrose, alteração da vascularização e maior dificuldade de cicatrização. A radioterapia também pode modificar bastante a qualidade desses tecidos, por isso cada nova abordagem precisa ser individualizada e cuidadosamente planejada.
Jessie J já havia mostrado detalhes do tratamento contra o câncer de mama em meados de 2025. De acordo com a médica, não existe apenas uma técnica para o procedimento. A mama pode ser reconstruída com implantes de silicone, com tecidos da própria paciente retirados, por exemplo, do abdômen ou das costas, com enxertia de gordura ou com uma combinação de várias técnicas.
A escolha depende de fatores como o tipo e a extensão do câncer, a qualidade e a quantidade de pele preservada, a necessidade de radioterapia, as características do corpo da paciente e seus desejos e expectativas. "Mais do que reconstruir uma mama, nós buscamos restaurar a autonomia dessa mulher e ajudá-la a recuperar sua imagem corporal e sua qualidade de vida depois de um momento tão delicado como o tratamento de um câncer de mama", comenta a especialista.
Sobre o resultado final, o objetivo do procedimento é reconstruir uma mama com forma, volume e proporção adequados ao corpo da paciente. Quando apenas uma mama foi tratada, busca-se a maior simetria possível com a outra. A médica ressalta, porém, que uma mama reconstruída não é exatamente igual à original. Podem existir cicatrizes, alterações de sensibilidade e diferenças de textura ou consistência. Em alguns casos, são feitas posteriormente enxertia de gordura, revisão de cicatrizes ou procedimentos na outra mama para melhorar a simetria.
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Com informacoes de Gshow.

