Deltan Dallagnol, escalado por Flávio Bolsonaro, diz que é 'especialista em achar patrimônio ocultado por Lula' e promete analisar documentos de sigilos

Por Rui Barbosa Oliveira em Rio Verde, GO 22/10/2026 12:36
Deltan Dallagnol, escalado por Flávio Bolsonaro, diz que é 'especialista em achar patrimônio ocultado por Lula' e promete analisar documentos de sigilos

Foto: via Congresso em Foco

O ex-procurador Deltan Dallagnol, escalado pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL) para examinar os registros entregues pela campanha petista ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltou a fazer acusações contra o presidente Lula. Segundo a reportagem, Deltan afirmou à imprensa que se considera "especialista em achar patrimônio ocultado por Lula".

De acordo com o ex-procurador, seu trabalho será dividido em duas etapas, começando pela verificação de todos os registros apresentados pela campanha petista. Ele também retomou acusações feitas durante a operação Lava Jato e questionou o alcance da abertura dos sigilos.

Deltan relembrou sua participação nas investigações que resultaram na prisão de Lula em 2018. As condenações do presidente na Lava Jato, porém, foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021. A Corte reconheceu a incompetência da Justiça Federal de Curitiba para julgar os processos e, no caso do triplex do Guarujá, a parcialidade do então juiz Sergio Moro.

Questionado sobre a possibilidade de Lula liberar apenas oito anos de registros, Deltan afirmou que a documentação deveria abranger todo o período desde 2003, conforme o desafio apresentado por Flávio Bolsonaro. Segundo o ex-procurador, a análise deverá incluir informações bancárias e fiscais do presidente, de familiares e de empresas relacionadas a eles.

O ex-procurador afirmou que os registros poderão permitir uma nova avaliação de acusações apresentadas nas últimas duas décadas. Ele citou o triplex do Guarujá, o sítio de Atibaia e o Instituto Lula, alvos de investigações anteriores, e disse que pretende revisitar os documentos ligados a esses casos. "Nós queremos analisar esses documentos para nós podermos resgatar a história", declarou.

Deltan também mencionou supostos esquemas de desvio de recursos envolvendo contratos públicos e fundos de pensão, além de levantar suspeitas sobre possíveis pagamentos de propina. Segundo a reportagem, essas declarações não foram acompanhadas da apresentação de novas provas.

O ex-procurador mencionou especificamente a empresária Roberta Luchsinger e cobrou esclarecimentos sobre suas visitas a órgãos federais. Deltan também pediu informações sobre supostas viagens de Luchsinger no avião presidencial e visitas à residência de Lula. Para ele, o acordo entre as campanhas precisa incluir tanto os documentos protegidos pelos sigilos fiscal e bancário quanto informações sobre o uso de recursos públicos.

Segundo a reportagem, o adversário apresentou ao menos 21 condições para aceitar a quebra dos sigilos, incluindo exigências sobre o alcance e o conteúdo dos registros. Posteriormente, a campanha petista afirmou que Lula aceitaria as exigências apresentadas por Flávio e avançou na entrega de documentos ao tribunal.

Com informacoes de Congresso em Foco.

Rui Barbosa Oliveira

Sobre o Autor: Rui Barbosa Oliveira

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