Alckmin cobra fim de sigilo de Flávio Bolsonaro e questiona R$ 134 milhões
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu nesta quarta-feira (21) que quem ocupa a Presidência da República não tenha sigilos bancário, fiscal ou telefônico. Ao fazer a declaração, ele usou o argumento para cobrar explicações do candidato Flávio Bolsonaro (PL) sobre episódios envolvendo suas atividades financeiras e políticas, incluindo o questionamento: "e os R$ 134 milhões?".
Segundo Alckmin, quem disputa o comando do país deve estar disposto a dar transparência às próprias informações e responder aos questionamentos relacionados à sua atuação pública. Na mesma linha, ele afirmou: "Quem não quiser ter vida pública, vai para o setor privado".
A manifestação ocorre na reta final do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), e em meio a uma discussão entre as campanhas sobre a abertura de informações financeiras dos candidatos.
A fala de Alckmin se soma a um debate que ganhou espaço na campanha depois que o presidente Lula propôs a abertura de informações bancárias, fiscais e telefônicas dele próprio e de familiares. Segundo a reportagem, a proposta foi condicionada a uma medida equivalente por parte de Flávio Bolsonaro e de familiares do candidato do PL. Lula afirmou que autorizará a quebra dos sigilos dele e de familiares.
Na sequência do tema, a equipe de Lula protocolou pedido de quebra do sigilo, com a afirmação de que "chegou a hora da verdade". Também foram citados alertas de especialistas da ONU sobre o risco eleitoral de ações da Meta e levantamentos de pesquisas sobre a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro a quatro dias do segundo turno.
Até o fechamento desta reportagem, a campanha de Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre a cobrança feita por Alckmin, segundo o material consultado.
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Com informacoes de Congresso em Foco.

