Polícia Federal aponta desvio de emendas em favor de Eduardo Cunha
A investigação da Polícia Federal que resultou no bloqueio de R$ 6 milhões atribuídos ao ex-deputado Eduardo Cunha aponta que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como 'Tuca', tinha 'pleno aval' da Presidência da Câmara dos Deputados para 'promover desvios de emendas' em favor do ex-presidente da Casa.
De acordo com a representação da Polícia Federal, 'tudo indica que TUCA contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de EDUARDO CUNHA, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto'.
A defesa de Eduardo Cunha negou envolvimento em irregularidades e afirmou que ele não exerce mandato parlamentar. A defesa de Mariângela Fialek afirmou que sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal.
Essa não é a primeira vez que Eduardo Cunha é envolvido em suspeitas de irregularidades relacionadas a emendas parlamentares, como já mostramos anteriormente. A investigação é um desdobramento da chamada 'Operação Transparência', realizada em dezembro do ano passado, e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek como alvo.
A Polícia Federal identificou que Eduardo Cunha, que é ex-deputado, 'dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato'.
A defesa de Eduardo Cunha argumentou que não se pode equiparar 'a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar'. 'É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha', disseram os advogados.
A defesa de Eduardo Cunha também afirmou que ele 'desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas' e que buscará acesso integral à investigação para exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas.
Com informacoes de G1 Política.

