Eduardo Cunha é suspeito de 'burla' em alocação de emendas parlamentares
A Polícia Federal suspeita que o ex-deputado Eduardo Cunha tenha desviado emendas parlamentares, e o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado. As mensagens trocadas entre Cunha e a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek mostram como Cunha tem trabalhado para se fortalecer na região, direcionando a aplicação de verbas públicas em cidades do estado de Minas Gerais.
Em um dos diálogos, Cunha demonstra 'pouco apreço' com Minas Gerais, conforme relatou a PF, e diz: 'Boa tarde, desculpa mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa, pois lá também criaram caso pedindo ofício etc. É mais fácil trocar'. Em outra passagem, Cunha demonstra preocupação com a titularidade de uma emenda enviada a um município mineiro.
A PF destaca que as investigações encontraram suspeitas de que diversas emendas parlamentares foram 'destinadas de maneira forjada, a fim de escamotear o real interessado nas indicações'. A defesa de Eduardo Cunha negou qualquer irregularidade e afirmou que ele não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens.
A defesa de Mariângela Fialek afirmou que sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal, e que não se atribui a ela a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal. A servidora trabalha na Câmara dos Deputados há aproximados 6 anos e ocupava cargo em comissão do Gabinete da Presidência, desempenhando suas funções na organização técnica do orçamento.
A defesa de Eduardo Cunha buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas. A própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha.
Com informacoes de G1 Política.

