Pesquisa Quaest indica 37% aprovam André Mendonça e 16% defendem Alexandre de Moraes
A pesquisa de opinião da Quaest, divulgada na segunda‑feira (14), revelou que 37% dos brasileiros julgam a conduta do ministro André Mendonça correta no Supremo Tribunal Federal, ao passo que 16% defendem que Alexandre de Moraes age de forma adequada.
O levantamento entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, com margem de erro geral de dois pontos percentuais.
Entre os eleitores que se declaram de direita, porém não bolsonaristas, 67% apontam Mendonça como correto e 5% favorecem Moraes; 12% consideram que nenhum dos dois está correto. Entre os bolsonaristas, 58% dão aval a Mendonça, 6% a Moraes, 13% dizem que nenhum dos dois está correto e 4% acreditam que ambos agem corretamente.
O cenário se inverte entre os eleitores que se identificam como lulistas: 34% avaliam Moraes como correto, 12% defendem Mendonça, 20% consideram que nenhum dos dois está correto e 32% não souberam ou não responderam. Entre a esquerda não lulista há empate, com 22% para cada ministro, e 29% afirmam que nenhum dos dois está correto. Já os independentes dão apoio a Mendonça em 33% dos casos, a Moraes em 13% e dizem que nenhum dos dois está correto em 23% das respostas.
A margem de erro varia conforme o segmento: cinco pontos percentuais para lulistas e para eleitores de direita não bolsonaristas; seis pontos para a esquerda não lulista e para bolsonaristas; e quatro pontos para os independentes.
Na dimensão religiosa, 46% dos evangélicos consideram Mendonça correto, contra 11% que defendem Moraes; 18% julgam que nenhum dos dois está correto, 2% acreditam que ambos agem corretamente e 23% não souberam responder. Entre os católicos, 32% aprovam Mendonça, 19% aprovam Moraes, 20% dizem que nenhum dos dois está correto, 2% consideram ambos corretos e 27% não souberam responder. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para evangélicos e três pontos percentuais para católicos.
Além dos números, a pesquisa traz à tona a polarização de percepções sobre o STF, tema já abordado em nossas matérias anteriores sobre a aprovação do presidente Lula em meio à crise institucional e os temores eleitorais ligados à família Bolsonaro.
Com informacoes de G1 Política.

