Deputado Cezinha de Madureira contrata ex-sargento da PM suspeito de vínculo com o PCC para trabalhar em seu gabinete na Câmara
Segundo o ministro Flávio Dino, o deputado federal Cezinha de Madureira (PL‑SP) utilizava sua função para vender suposta influência sobre juízes, e, ao mesmo tempo, mantém em seu gabinete na Câmara dos Deputados um ex‑sargento da Polícia Militar do Estado de São Paulo suspeito de ligações com a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O funcionário do gabinete é Farani Salvador Júnior, que iniciou suas atividades ao lado de Cezinha em agosto de 2024. Farani foi expulso da corporação policial em maio de 2023 após a Corregedoria da PM concluir que praticou “atos atentatórios à Instituição, Estado e aos direitos humanos fundamentais, bem como desonrosos … consubstanciando transgressões disciplinares de natureza grave”.
O processo disciplinar que culminou na expulsão de Farani Salvador Júnior está relacionado à morte do cabo da Polícia Militar Wanderley Oliveira Júnior, ocorrida em fevereiro de 2020. O Departamento de Homicídios da Polícia Civil de São Paulo (DHPP) indiciou Farani como mandante do assassinato, e o Ministério Público apresentou denúncia contra ele.
De acordo com a denúncia, o sargento teria ordenado a morte do colega em razão de um dossiê elaborado pelo cabo, no qual apontava a suposta ligação de Farani com integrantes do PCC na Zona Leste de São Paulo. Farani chegou a ficar preso preventivamente por dois anos, mas foi absolvido pelo Tribunal do Júri em 2022.
A suspeita de vínculo entre Farani Salvador Júnior e o PCC continua sendo investigada em outros processos em andamento tanto na Justiça Militar quanto na Justiça comum. Atualmente, ele responde como réu na 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.
A assessoria de imprensa do deputado Cezinha de Madureira foi contatada, mas não respondeu até a última atualização da reportagem. Como já mostramos na operação da Polícia Federal contra Cezinha de Madureira, de 14/09, o parlamentar tem sido alvo de investigações que envolvem supostos abusos de poder e tentativas de influência sobre a Justiça.
Com informacoes de G1 Política.

