Aprovação de Lula se mantém estável na pesquisa Quaest apesar de crise no STF e caso Lulinha
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026, indica que a aprovação do governo Lula ficou em 48%, número que já havia sido registrado em agosto, quando a aprovação também estava em 48% e superava a desaprovação.
A desaprovação manteve-se estável em 50%, embora esse percentual tenha superado o patamar de 48% observado em 2 de setembro; em abril, a desaprovação havia alcançado 52%.
No primeiro turno, Lula lidera com 36% das intenções de voto, mas Flávio Bolsonaro reduz a distância e aparece com 31%.
Na mesma pesquisa, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula no segundo turno pela primeira vez na campanha, com o mesmo número divulgado no dia 7 de setembro.
Além disso, a pesquisa aponta que Lula e Flávio Bolsonaro empatam como os candidatos mais rejeitados, com 55% de rejeição.
O cenário da pesquisa se desenvolve em meio a recentes desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal, que colocou em confronto os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, relator do caso Master.
A derrubada do sigilo do material das investigações, solicitada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, ocorreu no contexto das tensões no tribunal.
A pesquisa também ocorre após a repercussão do chamado caso Lulinha, em que a Polícia Federal apura se o filho do presidente teria usado sua influência para favorecer empresas em negócios com o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros órgãos públicos.
As investigações surgiram a partir das relações de Lulinha com pessoas envolvidas no esquema de fraudes do INSS; ele não foi indiciado por participação nos desvios e a defesa nega irregularidades.
Flávio Bolsonaro está sendo investigado no STF em inquérito determinado por André Mendonça sobre o financiamento do filme ‘Dark Horse’.
Em conversas com Edson Fachin, ministros do STF alertam para pedido de vista, e aliados de Alexandre de Moraes querem julgamento conjunto com Mendonça.
Com informacoes de O GLOBO.

