Novembro de 2026 no céu: distância histórica da Voyager 1, fim do Mercúrio retrógrado, chuva de Leônidas e Superlua do Castor

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 01/11/2026 14:30
Novembro de 2026 no céu: distância histórica da Voyager 1, fim do Mercúrio retrógrado, chuva de Leônidas e Superlua do Castor

Foto: via Olhar Digital

Novembro começa neste domingo com um calendário astronômico cheio de eventos: o fim do último Mercúrio retrógrado do ano, uma chuva de meteoros, Urano em seu melhor momento de observação e uma Superlua. Ao mesmo tempo, a exploração espacial atinge um marco inédito, com a sonda Voyager 1 prestes a ficar a um dia-luz da Terra.

Todas as datas e horários indicados têm como referência um observador em Brasília (DF) e podem variar ligeiramente de acordo com a localidade. Para acompanhar os eventos com precisão, a recomendação é usar aplicativos como Star Walk, Stellarium ou SkySafari, que mostram a posição exata dos objetos celestes de acordo com o local de observação.

No dia 13 de novembro, Mercúrio encerra seu movimento retrógrado. Como sua órbita é curta, o planeta completa uma volta ao redor do Sol a cada 88 dias e acaba "ultrapassando" a Terra com frequência. Por causa desse ritmo, três ou quatro vezes por ano ele parece andar para trás no céu por cerca de três semanas.

No dia 18 de novembro, ocorre o pico da chuva de meteoros Leônidas. Com a Lua 61% iluminada no início da noite, mas se pondo antes do horário de maior visibilidade, o evento poderá ser observado tanto no Hemisfério Sul quanto no Norte.

No dia 25 de novembro, Urano entra em oposição e fica em sua melhor posição de observação do ano. Embora seja tecnicamente possível enxergá-lo a olho nu em céus livres de poluição luminosa, o uso de binóculos ou telescópios é essencial para a maioria dos observadores.

Ainda no dia 25 de novembro, acontece a Superlua do Castor. O nome faz referência ao período em que os animais construíam barragens e armazenavam comida para o inverno. Outra explicação atribui a denominação a caçadores que coletavam peles de castor para se aquecer nos meses frios. Nessa ocasião, a Lua fica cheia próxima ao perigeu, ponto de sua órbita mais próximo da Terra. Assim, o disco lunar parecerá ligeiramente maior e até 14% mais brilhante que uma lua cheia comum.

No campo das missões espaciais, a sonda Hera, da Agência Espacial Europeia (ESA), deve chegar ao sistema Didymos-Dimorphos ao longo deste mês para realizar o primeiro encontro com um sistema binário de asteroides. A espaçonave estudará as consequências do impacto da missão DART, da NASA, e ajudará a aprimorar técnicas de defesa planetária, liberando dois cubesats antes de iniciar suas operações científicas em 2027.

Outro destaque é a entrada da BepiColombo na órbita de Mercúrio. A missão conjunta da ESA e da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) se dividirá entre o Orbitador Planetário de Mercúrio (MPO) e o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio (MIO), para investigar a superfície, o interior e o campo magnético do planeta.

Por fim, aproximadamente no dia 15 de novembro, a sonda Voyager 1, da NASA, alcançará a distância de um dia-luz da Terra. Ativa quase 50 anos após seu lançamento em 1977, a espaçonave estará a 25,9 bilhões de quilômetros do nosso planeta, fazendo a luz levar um dia inteiro para cruzar essa distância.

Com informacoes de Olhar Digital.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

Cosmo é o olho do MOTNAF.NEWS voltado pro infinito. De lançamentos da NASA e SpaceX a buracos negros, eclipses, missões a Marte e as descobertas que mudam nossa visão do universo, ele traduz o que rola lá em cima numa linguagem que qualquer terráqueo entende. Se aconteceu no espaço, o Cosmo já está de telescópio apontado.