Moraes pede manifestação da PGR sobre depoimento cancelado de Flávio Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, em 15 dias, sobre a não realização de um depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que o investiga por suspeita de caluniar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O depoimento de Flávio, que é candidato à Presidência da República, havia sido marcado para as 14h de uma terça-feira. A defesa, porém, apresentou seus argumentos por escrito no período da manhã. Os advogados de Flávio solicitaram que, no lugar do depoimento presencial, fossem consideradas suficientes as justificativas apresentadas no documento. Com isso, a PF cancelou a oitiva.
No despacho, Moraes afirmou que a polícia ofereceu a Flávio a possibilidade de indicar data e horário para o depoimento, mas 'não houve qualquer manifestação no sentido de viabilizar o ato', nem mesmo por videoconferência. A investigação apura uma postagem de Flávio Bolsonaro na rede social X (antigo Twitter), em 3 de janeiro deste ano, na qual o senador associou imagens de Lula ao ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, e publicou uma mensagem afirmando que o petista 'será delatado'.
Em seguida, o senador listou crimes como tráfico internacional de drogas e de armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e fraude eleitoral. No documento apresentado ao STF, a defesa de Flávio sustentou que a publicação investigada 'não configura crime' e que 'não houve atribuição falsa de fatos' ao presidente Lula.
Segundo a defesa, a postagem continha duas frases independentes, sendo uma relacionada a Lula e outra a Nicolás Maduro. A frase 'Lula será delatado', de acordo com a defesa, representava apenas uma previsão sobre um evento futuro, sem atribuir qualquer fato concreto ao presidente.
Com informacoes de G1 Política.

