Missão afirma ser vítima de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro
O partido Missão afirmou ser vítima de uma filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. A sigla tentou cancelar o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e declarou que alertou o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre o ocorrido no dia 2 de agosto. Os e-mails enviados não foram respondidos.
O Missão acionou a Polícia Federal e o TSE para apurar o caso. O partido rejeita o parlamentar por acusações de corrupção. O Missão informou em nota que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. O partido diz que tentou no mesmo dia cancelar a filiação de Flávio, mas a ação foi rejeitada pelo TSE.
Informou ter, ainda, alertado o gabinete de Flávio em 2 de agosto. Não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção, informa a nota do Missão.
Nome do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro enfrenta um impedimento de registrar a candidatura na Justiça Eleitoral porque aparece filiado ao Missão. O TSE negou hackeamento a seus sistemas e informou que alguém com acesso a credenciais do Missão fez o processo de filiação de Flávio Bolsonaro.
Por volta das 15h30, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do tribunal, ordenou o cancelamento da filiação ao Missão e restabelecimento do vínculo de Flávio Bolsonaro com o PL para o registro de sua candidatura à Presidência. O partido de Renan informa que alertou o gabinete de Flávio sobre a filiação, que os e-mails foram abertos, mas não respondidos.
A Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades.
Prints mostram as mensagens enviadas pelo Missão para o e-mail do gabinete de Flávio no Senado no dia 2 e abertas pelo destinatário no dia 3. O deputado federal pelo Missão Kim Kataguiri afirmou: Vamos acionar as autoridades para apurar o caso e punir os responsáveis. Eu, como presidente do conselho de ética do partido, jamais aceitaria a filiação de um corrupto inepto ligado ao crime organizado.
O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina às 19h de sábado. O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE.
Flávio aparece filiado ao Missão e não consegue registrar candidatura no TSE. O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos.
A Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades.
Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção. O Partido Missão reafirma que não compactua com filiações de natureza fraudulenta e repudia veementemente episódios dessa natureza.
Colocamo-nos à disposição das autoridades competentes para a completa apuração dos fatos. Não é a primeira vez que Flávio Bolsonaro está envolvido em uma situação controversa, como mostrou nossa cobertura recente sobre a operação da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, que é um novo revés político para o grupo de Flávio Bolsonaro.
Com informacoes de G1 Política.

