Governo Lula trava negociações com EUA sobre tarifaço
O governo brasileiro está trabalhando com um cenário desfavorável nas negociações com os Estados Unidos sobre o tarifaço, considerando improvável impedir a aplicação das tarifas. De acordo com apurações, a área técnica do governo já discute a reação do Brasil caso a medida seja confirmada, e como deverá agir no “dia seguinte”.
O prazo para a decisão dos Estados Unidos termina nesta quarta-feira (15). O Brasil tentou abrir caminho para um acordo por meio de negociações diplomáticas e conversas entre integrantes dos dois governos. No entanto, técnicos brasileiros consideram que o uso da Seção 301 pelos Estados Unidos torna a disputa mais difícil e dá maior sustentação jurídica a uma eventual decisão americana.
Dentro do governo, a leitura é de que os argumentos técnicos apresentados pelo Brasil não encontraram espaço porque a decisão americana se encaminha, desde o início, para uma solução política. Temas apresentados pelos Estados Unidos, como o Pix e o etanol, foram blindados pelo governo brasileiro e não são considerados negociáveis.
Além de preparar uma resposta institucional, o governo pretende explorar politicamente o episódio durante a campanha eleitoral. A estratégia será associar o tarifaço à atuação da oposição, especialmente do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. Em carta enviada ao governo americano, Flávio pediu que as tarifas fossem adiadas, sem defender que fossem descartadas.
Como já mostramos anteriormente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ampliação de investimentos na Defesa Nacional para garantir a soberania do país. Agora, diante do tarifaço, o governo Lula trava negociações com os EUA, buscando evitar a aplicação das tarifas. Não é a primeira vez que o governo brasileiro enfrenta desafios nas relações comerciais internacionais, como visto recentemente com as críticas de Ronaldo Caiado sobre as atitudes do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro diante da ameaça de novas tarifas comerciais.
Com informacoes de G1 Política.

