Crise dos Chips Atinge Mercado de Celulares em 13 Anos
A crise dos chips de memória RAM e armazenamento continua a afetar a indústria de eletrônicos, levando as remessas de smartphones a caírem 11% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2023. De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Counterpoint Research, essa queda nas vendas atingiu o menor patamar desde 2013.
O motivo para essa queda é a crise envolvendo os chips de memória RAM, que aumentou os custos de fabricação e inflacionou os preços dos celulares. Com os grandes investimentos na construção de data centers para inteligência artificial, houve um aumento enorme na demanda por chips de memória, fazendo com que as fornecedoras priorizassem a produção de componentes do tipo HBM, usados nessas instalações, em detrimento da produção de chips DRAM e NAND, usados na produção de celulares.
A menor oferta de chips fez os preços subirem, e com custos maiores, as fabricantes de smartphones repassaram os aumentos aos consumidores, levando a uma queda nas vendas, principalmente entre os celulares mais baratos. De acordo com Shilpi Jain, analista sênior da Counterpoint, “aparelhos de entrada e intermediários, que correspondem à maioria do volume global de smartphones e estão mais expostos a impactos econômicos na lista de componentes, tornaram-se estruturalmente inviáveis nos preços antigos”.
As fabricantes estão adotando estratégias variadas para lidar com essa situação, como aumentar preços, aceitar margens de lucro menores, estender o ciclo de vida de modelos da geração anterior, usar promoções para atrair consumidores com orçamento apertado ou mesmo cancelar lançamentos e produção. Outro fator que influenciou nos preços de celulares foi as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que aumentaram os custos de transporte e combustível, inflacionando ainda mais o valor dos smartphones.
A Samsung e a Apple foram as únicas a crescer no mercado, com market shares de 24% e 20%, respectivamente. A disponibilidade de produtos, menos reajustes e promoções agressivas foram motivos para o resultado da Samsung, enquanto a Apple não reajustou os preços dos iPhones, o que foi um fator decisivo para os bons resultados. Por outro lado, a Xiaomi, Oppo e Vivo Mobile tiveram dificuldades, com market shares de 12%, 11% e 8%, respectivamente, devido à sua dependência dos segmentos de entrada e intermediário, que foram muito afetados pelo aumento dos custos.
Com informacoes de Tecnoblog.

