Governo inicia reuniões com setores afetados pelo tarifaço dos EUA
O governo federal deve iniciar nesta terça-feira uma série de reuniões com representantes dos setores que potencialmente serão impactados pela tarifa de 25% anunciada na semana passada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Não é a primeira vez que o país enfrenta uma situação semelhante, lembrando as negociações mantidas anteriormente sobre tarifas impostas pelos EUA.
O objetivo dos encontros é identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio. A coordenação dos encontros ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, devem participar das reuniões.
O Plano Brasil Soberano, criado no ano passado em resposta às primeiras tarifas impostas pelos Estados Unidos, será ampliado para atender os setores atingidos pela nova medida. A tarifa de 25% sobre produtos brasileiros foi anunciada após o governo americano encerrar uma investigação comercial de cerca de um ano. Uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa.
O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. O governo Lula classificou a decisão como um 'marco lastimável' na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica. A tarifa começa a ser aplicada nesta quarta-feira.
Conforme a avaliação de negociadores brasileiros envolvidos nas conversas, quando as negociações começaram efetivamente no ano passado, foi possível obter avanços junto ao governo americano. Entretanto, a partir de meados de maio e junho, os representantes da Casa Branca passaram a se mostrar 'inflexíveis', apresentando questões 'inegociáveis' para o Brasil.
O governo calcula que 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas com o novo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos do Brasil. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. De acordo com o governo, dos 10 produtos americanos mais vendidos no Brasil, oito entram sem tarifa.
Com informacoes de G1 Política.

