Futuros de minério de ferro sobem com expectativas de estímulo chinês e alerta de queda na produção de aço
Os contratos futuros de minério de ferro registraram alta nesta terça‑feira, impulsionados por dados econômicos chineses desfavoráveis que reacenderam as expectativas de novos estímulos, compensando as preocupações com a desaceleração da atividade industrial e a queda acentuada na produção de aço.
O contrato de janeiro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) subiu 0,85%, alcançando 714 iuanes (US$105,90) por tonelada.
A referência de setembro na Bolsa de Cingapura avançou 1%, cotando US$96,25 por tonelada.
A economia da China perdeu impulso no início do segundo semestre, com produção industrial e vendas no varejo desacelerando, enquanto perturbações climáticas extremas e demanda interna persistentemente fraca aumentam a pressão sobre os formuladores de políticas para intensificar os estímulos. Não é a primeira vez que a demanda chinesa pesa sobre o mercado de minério, como já apontamos nas perdas de 43% no lucro da Vale no segundo trimestre de 2026.
Os preços de casas novas permaneceram estagnados em julho, ressaltando os desafios para uma recuperação ampla do setor imobiliário, enquanto a demanda continua moderada.
A produção de aço bruto da China em julho recuou 8,1% em relação ao mês anterior, atingindo o nível mais baixo do ano, afetada pela queda na demanda do setor de transformação e pela redução das margens do aço.
Analistas da ANZ Research observaram que a sequência de dados fracos eleva a probabilidade de estímulos adicionais, citando a reunião do Politburo do mês passado, que pediu um ajuste mais forte das políticas anticíclicas. Como relatado anteriormente, o Banco do Povo da China já havia prometido manter uma política monetária frouxa para sustentar a economia.
Em outro âmbito, o Sindicato Combinado dos Portos da BHP informou que não houve acordo salarial com a empresa para as operações em Port Hedland, Austrália Ocidental, e que ambas as partes pretendem retomar as negociações em 25 de agosto.
Com informacoes de Money Times.

