Petróleo avança 1% com foco no Oriente Médio e tensões geopolíticas
Os preços do petróleo avançaram nesta quinta‑feira (27), interrompendo a sequência de três quedas, diante da ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e da falta de previsão de normalização do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz; não é a primeira vez que tensões no Oriente Médio movimentam os mercados, como já apontamos em nossa análise do dólar subindo para R$5,22 em 18/08.
O contrato mais líquido do Brent, referência internacional, para entrega em novembro fechou com alta de 1,82%, cotado a US$ 88,52 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já o contrato do West Texas Intermediate (WTI) para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (NYMEX), encerrou em alta de 1,58%, a US$ 83,53 o barril.
A commodity oscilou perto da estabilidade pela manhã, mas consolidou o movimento de alta no início da tarde. Segundo Ole Hansen, analista do Saxo Bank, o foco do mercado mudou para os esforços diplomáticos de reabertura do Estreito de Ormuz nesta semana, embora o mercado físico ainda esteja longe do normal.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem reiterado aos mediadores que não tem interesse em retomar os termos do memorando de entendimento firmado com o Irã em junho, conforme noticiado pelo Wall Street Journal. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reafirmou que não há negociações em andamento com o Irã e que isso só mudará quando Trump “sinta que eles venham à mesa de forma significativa”. No início da semana, a agência russa RIA Novosti chegou a divulgar que EUA e Irã haviam acordado um cessar‑fogo provisório, acordo que até o momento não se concretizou. Trump alertou que pode sancionar bancos chineses ligados ao regime iraniano, em resposta à ofensiva econômica dos EUA contra países que mantêm relações comerciais com Teerã.
Outro fator de alerta para a commodity são os sinais de intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia e o alerta de “ameaça real” emitido pela Alemanha após uma série de ataques russos aéreos com drones ao espaço europeu, elevando a preocupação com a guerra que já dura mais de quatro anos. Conforme o portal Axios, o governo dos Estados Unidos está negociando com o governo interino da Venezuela para adquirir participação acionária nos recursos petrolíferos venezuelanos.
Com informacoes de Money Times.

