Dólar Encosta em R$ 5,25 em Quinta Alta Seguida: Juros Futuros Despontam com 'Estresse' Doméstico
O dólar à vista, que já opera no maior nível desde meados de janeiro, salta cerca de 1% e ronda a cotação de R$ 5,25, com a continuidade da redução a exposição dos investidores a ativos brasileiros.
A moeda brasileira já tem o pior desempenho entre as principais 33 moedas globais, e a situação não para de se agravar.
Com o desempenho negativo nesta sexta-feira, a moeda brasileira continua a perder valor, e o mercado está precificando a falta de clareza sobre o próximo governo e sua agenda econômica.
'A percepção de que o próximo governo terá dificuldades para promover um ajuste fiscal consistente começa a se transformar em prêmio de risco nos preços dos ativos', afirmou Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.
'A preocupação aumenta com a proximidade das eleições e com a saída acelerada de capital estrangeiro.'
O Bank of America (BofA) destaca que 'o mercado deve continuar acompanhando de perto o resultado das eleições, já que ele poderá influenciar os rumos da política fiscal nos próximos anos', diz o banco em relatório a clientes.
'A confiança na condução das contas públicas tornou-se o fator decisivo.'
Bancos e corretoras também começaram a reduzir exposição ao real, desmontando posições na moeda em detrimento de outras moedas emergentes.
Além disso, o câmbio também é pressionado pela abertura da curva de juros futuros, na esteira do avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.
'A curva de juros continua refletindo mais o risco fiscal e eleitoral do que o alívio observado na inflação norte-americana e no petróleo. Os vencimentos intermediários e longos sobem, enquanto a ponta curta premanece praticamente estável diante da expectativa de continuidade do processo de flexibilização monetária em setembro', avalia Mollo, da Daycoval Corretora.
Na máxima intradia, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, avançou 7 pontos-base, a 13,820% ante 13,750% do fechamento de ontem.
Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, saltou 22,5 pontos-base, para 14,540% ante 14,245% do fechamento anterior.
A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, bateu máxima a 14,885%, com salto de 20 pontos-base sobre o fechamento anterior, de 14,615%.
Com informacoes de Money Times.

