Corinthians Admite Falta de Controle em Parceria com Incentiva
O Ministério Público de São Paulo iniciou uma investigação sobre a parceria entre o Corinthians e a Incentiva Serviços Combinados Tecnologia e Marketing, empresa responsável pelo programa Fiel da Sorte. O programa foi anunciado em junho de 2023 com promessas de sorteios semanais de prêmios e experiências para os membros do Fiel Torcedor, incluindo uma espécie de bilhete digital de raspadinha conhecida como rabiscadinha.
O Corinthians pagou mais de R$ 6,9 milhões à Incentiva entre agosto de 2023 e abril de 2026, mas o clube admite não ter controle sobre os serviços prestados pela empresa. A Incentiva nunca apresentou relatórios ou prestação de contas que serviriam de base para o cálculo das prestações mensais, segundo o Corinthians.
O promotor Cássio Conserino está à frente da investigação e busca apurar se houve devolução de valores a dirigentes ou colaboradores do Corinthians, bem como desvio de dinheiro da entidade esportiva. A investigação pode envolver crimes como estelionato, furto, apropriação indébita, crime tributário, falsidade ideológica e associação criminosa.
A Incentiva tem o Corinthians como seu único cliente, com um capital social de apenas R$ 50 mil. A empresa tem diferentes sócios ao longo dos anos, e o atual dono mora em Alagoas, embora a sede da empresa esteja registrada em Santana de Parnaíba, região metropolitana de São Paulo.
Os valores pagos à Incentiva aumentaram consideravelmente ao longo dos anos. A primeira parcela, paga em agosto de 2023, foi de R$ 124.488,75, enquanto a última, em abril de 2026, foi de R$ 343.522,50. Foram 34 prestações pagas mensalmente, conforme planilhas e notas fiscais.
O Corinthians pediu a rescisão do contrato com a Incentiva no mês passado, alegando descumprimento de obrigações pela empresa. O clube busca receber uma indenização de R$ 3 milhões pelo fim antecipado do vínculo, que estava previsto até 2028.
A Incentiva afirma que não foi avisada da rescisão unilateral do contrato e que a campanha se manteve operacional com entregas até o final de maio de 2026. O contrato entre o Corinthians e a Incentiva previa que a empresa recebesse R$ 3,75 por mês por cada corintiano que se associou ao clube após o início da parceria.
A investigação do Ministério Público pode revelar mais detalhes sobre a parceria entre o Corinthians e a Incentiva, incluindo possíveis irregularidades ou crimes cometidos. O caso tem gerado grande atenção da mídia e dos torcedores do clube.
Com informacoes de ge.

