Flávio Bolsonaro sem palanque em oito Estados, incluindo Minas Gerais
Com Minas Gerais em aberto diante da possível saída de Cleitinho, Flávio não tem apoio confirmado de candidatos a governador em oito Estados que reúnem um terço do eleitorado nacional. O impasse entre o Republicanos e o senador Cleitinho deixou Flávio Bolsonaro sem palanque confirmado de candidato a governador em Minas Gerais, a uma semana do fim das convenções partidárias.
A legenda anunciou nesta quarta-feira (29) que o parlamentar não disputará o governo, mas Cleitinho reagiu e afirmou que não desistiu da eleição. O prazo para a escolha formal dos candidatos termina em 5 de agosto.
Com Minas novamente em aberto, Flávio segue sem o apoio confirmado de candidatos a governador em oito Estados que somam aproximadamente 51,3 milhões de eleitores. O contingente representa 32,3% do eleitorado brasileiro, quase uma em cada três pessoas aptas a votar.
Além de Minas, a lista reúne Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Tocantins. O levantamento do Congresso em Foco só considera como palanque os casos em que o candidato ao governo declarou apoio a Flávio ou deu sinais claros de que fará campanha por ele.
A participação do PL em uma coligação estadual, por si só, não basta: o candidato que encabeça a chapa pode apoiar outro presidenciável ou permanecer neutro. Lula tem palanque em 26 unidades federativas; Flávio ainda busca oito
Na reta final das convenções, o PT lançou Patrus Ananias. Simões, por sua vez, apoia Romeu Zema (Novo) para a Presidência. O atual governador era vice do presidenciável até assumir o Executivo mineiro em abril.
Minas é estratégica para o Planalto A indefinição ocorre no segundo maior colégio eleitoral do país. Minas Gerais tem 16.377.659 eleitores, equivalentes a 10,32% do total nacional, e fica atrás apenas de São Paulo.
O Estado também carrega forte simbolismo nas campanhas presidenciais. Desde 1989, o candidato mais votado pelos mineiros no turno em que a eleição foi decidida também venceu a disputa nacional.
A coincidência ocorreu nas nove eleições presidenciais realizadas no período. Sem um candidato competitivo ao governo, a campanha de Flávio dependerá mais das candidaturas ao Senado, à Câmara e à Assembleia, além da estrutura de prefeitos e parlamentares aliados.
Essa rede pode garantir presença no Estado, mas não substitui integralmente a visibilidade e o poder de mobilização de uma candidatura forte ao Executivo.
Oito Estados concentram quase um terço do eleitorado Depois de Minas, a Bahia é o maior colégio eleitoral entre os Estados em aberto para Flávio, com 11,32 milhões de pessoas aptas a votar.
Somados, os dois Estados chegam a 27,7 milhões de eleitores. Pernambuco tem aproximadamente 7,23 milhões; Ceará, quase 7 milhões; Maranhão, 5,19 milhões; Alagoas, cerca de 2,4 milhões; Tocantins, 1,18 milhão; e Amapá, aproximadamente 578 mil.
Juntos, os oito Estados alcançam 51,3 milhões de eleitores, diante de um total nacional de 158,7 milhões.
Cinco das oito dificuldades estão no Nordeste: Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Alagoas reúnem aproximadamente 33,1 milhões de pessoas aptas a votar.
PL apoia candidatos que não apoiam Flávio Na Bahia e no Ceará, o PL participa das principais alianças estaduais, mas não obteve como contrapartida o apoio dos candidatos ao governo.
No Ceará, o PL oficializou apoio a Ciro Gomes (PSDB), mas o acordo está restrito à disputa estadual.
Em Pernambuco, Flávio também não encontrou até agora um candidato ao governo disposto a assumir sua campanha.
Alagoas, Maranhão, Amapá e Tocantins completam a relação de Estados sem palanque confirmado.
Ficar sem candidato a governador não significa ausência completa de estrutura eleitoral.
Onde não houver reciprocidade na chapa estadual, candidatos ao Senado e à Câmara poderão funcionar como referências para Flávio.
A solução reduz o prejuízo, mas não oferece a mesma visibilidade de uma candidatura competitiva ao governo.
As convenções seguem até 5 de agosto.
Com informacoes de Congresso em Foco.

