Faraó dos Bitcoins perde peso na prisão e detalha esquema de R$ 38 bi; Ozempic surge na conversa
Imagens exibidas neste domingo, 6 de setembro, pelo programa Fantástico, da TV Globo, mostraram Glaidson Acácio dos Santos – conhecido como "Faraó dos Bitcoins" – prestando depoimento perante o Judiciário. O empresário foi ouvido na ação que investiga se ele, junto à esposa Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, praticou crimes contra o sistema financeiro.
Segundo a acusação, o casal teria movimentado mais de R$ 38 bilhões por meio de um esquema que pode ter afetado até 77 mil investidores, configurando uma suposta pirâmide financeira disfarçada de investimentos em criptoativos. Ambos permanecem detidos; Glaidson cumpre cinco anos de prisão.
Durante o depoimento, o réu chamou a atenção ao comentar sobre sua perda de peso, atribuindo-a a uma “dieta imposta por comida ruim” e ao uso de Ozempic, medicamento GLP‑1 que tem sido destaque em nossa cobertura de 28/08 sobre novas indicações de Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Ele afirmou que, apesar da magreza, continua sendo uma "baleia" no universo das criptomoedas.
Em suas próprias palavras, o Faraó explicou: "Como baleia, consigo influenciar outras criptomoedas. Entro em contato com outras baleias e combinamos estratégias, como apostar na queda e alavancar dez vezes para derrubar o preço de uma moeda específica." O mercado reagiu de forma diversa, com alguns investidores rindo da situação e outros lamentando as perdas.
Em paralelo, o mesmo dia trouxe notícias sobre o desfile oficial do Presidente em Brasília, a mobilização de um candidato do PL na Avenida Paulista com objetivo de reunir 100 mil pessoas, e orientações da Febraban sobre pagamentos via bancos, Pix e boletos durante o feriado de 7 de setembro, alertando sobre a necessidade de antecipar tributos para evitar juros.
Os investigadores apontam que a GAS Consultoria, empresa criada pelos acusados, operava com contratos individuais. Glaidson descreveu o método: "De grão em grão, a galinha enche o papo. Nossos funcionários, em helicóptero, transportavam recursos em espécie de São Paulo para a carteira da empresa, onde eram convertidos em criptoativos."
A esposa de Glaidson, Mirelis, não foi presa junto ao marido em 2021; ela fugiu para os Estados Unidos, foi detida pela imigração americana três anos depois e deportada. Em entrevista, Mirelis contestou a versão do Ministério Público, alegando que não gerenciava a carteira de clientes, mas sim estudava o mercado para potencializar os ganhos, e comparou a leitura do processo a um livro de ficção científica.
Sobre a segurança dos ativos, Glaidson explicou que cripto‑moedas podem ser armazenadas em dispositivos offline, conhecidos como "cold wallet". Seu aparelho está sob custódia da Polícia Federal, em um cofre, e ele afirmou que possui recursos suficientes para quitar os 77 mil credores, embora tenha admitido não lembrar a senha de acesso no momento.
A defesa de Glaidson, por sua vez, sustenta que ele é inocente e que a interrupção dos pagamentos da GAS foi consequência de ordem judicial, não de qualquer irregularidade interna.
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Com informacoes de InfoMoney.

