Escolha de vice de Flávio Bolsonaro reforça ofensiva contra Lula no escândalo do INSS
A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faz parte de uma estratégia da campanha para reforçar a narrativa de que o escândalo dos descontos ilegais em benefícios do INSS está relacionado ao filho do presidente Lula (PT) e ao próprio petista, dizem integrantes da campanha do bolsonarista.
O parlamentar foi o relator da CPI do INSS na Câmara e responsável pela elaboração do relatório que propôs o indiciamento de 200 pessoas, entre elas o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como 'Lulinha'. O relatório, porém, foi rejeitado por 19 votos a 12, e a CPMI foi encerrada sem a aprovação de um texto final.
Até pouco antes do anúncio, aliados de Flávio afirmavam, nos bastidores, que o nome escolhido para compor a chapa seria o de uma mulher, para ajudar a ampliar a adesão ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre o eleitorado feminino. A alta cúpula do PL, no entanto, avaliou que o escândalo do INSS seria um dos principais fatores responsáveis pelo alto índice de rejeição do governo Lula.
A escolha também beneficia o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Com a indicação de Gaspar para a vice, o principal concorrente de Lira no campo da direita deixa a disputa pelo Senado em Alagoas. Até então, Lira e Gaspar disputavam o mesmo eleitorado conservador na corrida pelas duas vagas ao Senado no estado.
Nesta terça-feira (4), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Lulinha. O novo inquérito é o terceiro pedido de investigação da Polícia Federal envolvendo Lulinha em menos de uma semana. Em 30 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de uma investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações relacionadas ao Ministério da Saúde.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou receber com tranquilidade a abertura do novo inquérito e disse confiar na condução do caso pelo ministro Flávio Dino. Os advogados sustentam que vão aproveitar a investigação para esclarecer eventuais dúvidas sobre as atividades pessoais e profissionais de Lulinha e reiteram que ele não tem relação com as irregularidades investigadas.
Com informacoes de G1 Política.

