Defesa de Marco Buzzi Solicita Adiamento de Julgamento no STJ
A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, solicitou o adiamento do julgamento do processo administrativo disciplinar marcado para 6 de agosto. Buzzi é investigado por possíveis casos de assédio e importunação sexual contra duas mulheres.
O plenário do STJ deverá decidir se aplica a Buzzi, afastado desde fevereiro deste ano, a pena de aposentadoria compulsória. A sessão será realizada de forma presencial e em caráter reservado, sem acesso do público. A defesa argumenta que o recesso forense do STJ termina em 31 de julho e que a maior parte dos ministros do plenário só retomará as atividades em 3 de agosto.
Segundo os advogados, isso deixaria 3 dias úteis até a sessão de julgamento, prazo que consideram insuficiente para realizar despachos com todos os integrantes do colegiado. A defesa é liderada pelas advogadas Maria Fernanda Saad Ávila, Paulo Emílio Catta Preta e Maíra Costa Fernandes, que também já atuou na defesa de outros casos de destaque, como o do jogador Neymar.
Buzzi está afastado cautelarmente do STJ desde 10 de fevereiro de 2026, quando o Pleno da Corte decidiu, por unanimidade, retirá-lo temporariamente das funções. Antes da sessão, o ministro havia pedido licença médica de 90 dias e apresentado laudo psiquiátrico. O afastamento é “cautelar, temporário e excepcional” e impede o magistrado de usar gabinete, veículo oficial e demais prerrogativas do cargo.
As investigações contra Buzzi também tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Nunes Marques abriu inquérito contra ele em 14 de abril, após manifestação favorável da Procuradoria Geral da República. A investigação criminal está no STF porque ministros do STJ têm foro por prerrogativa de função, e o caso corre sob segredo de Justiça.
Com informacoes de Poder360.

