Debate da Rede Amazônica reúne candidatos ao Senado do Amazonas e foca em saúde, Zona Franca e povos indígenas

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 26/09/2026 11:40
Debate da Rede Amazônica reúne candidatos ao Senado do Amazonas e foca em saúde, Zona Franca e povos indígenas

Foto: via G1

A Rede Amazônica realizou nesta sexta-feira (25) um debate com os candidatos ao Senado pelo Amazonas, abordando temas centrais como saúde pública, a Zona Franca de Manaus (ZFM) e os povos indígenas.

Participaram do encontro Eduardo Braga (MDB), Capitão Alberto Neto (PL), Plínio Valério (PSDB), Wilson Lima (União Brasil), Ismael Munduruku (Rede) e Professora Evanyr (PSOL), sob a mediação do jornalista César Menezes.

A programação foi dividida em três blocos, com perguntas feitas de candidato para candidato. No primeiro bloco as perguntas eram de tema livre, no segundo bloco o tema era determinado e no terceiro bloco retornavam ao tema livre com considerações finais. Cada participante responsável pela pergunta teve 30 segundos para formulá‑la; o candidato escolhido para responder contou com 1 minuto e 30 segundos, e para réplica e tréplica foram destinados 1 minuto e 15 segundos a cada participante. A cobertura integra a Rede Amazônica, o g1 e a TV Globo.

No bloco 1, Capitão Alberto Neto abriu questionando Plínio Valério sobre sua atuação nos últimos oito anos como senador na defesa da Zona Franca. Plínio citou a defesa da prorrogação dos incentivos da ZFM e sua relatoria da Lei de Informática, enquanto Alberto Neto mencionou projetos e leis vinculados ao setor. Na tréplica, Plínio criticou a relação de Alberto Neto com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Em seguida, Eduardo Braga interrogou Capitão Alberto Neto acerca da saúde pública, apontando a fila do Sistema Nacional de Regulação (SisReg) como “fila da morte” e denunciando a falta de maternidades e hospitais. Alberto Neto criticou o cenário atual e afirmou que buscará recursos no Senado para a construção de hospitais e centros de exames. Braga apresentou proposta para zerar a fila do SisReg em 100 dias.

O terceiro confronto do bloco tratou do acesso à água potável e saneamento. Wilson Lima perguntou à Professora Evanyr sobre propostas para o setor; Evanyr defendeu a garantia de água potável à população, a destinação de emendas e a criação de políticas de Estado. Lima citou o programa “Água Boa” e ações de tratamento de esgoto realizadas durante seu governo.

Ismael Munduruku questionou Wilson Lima sobre segurança pública, crime organizado e tráfico de drogas, contestando o cenário apresentado e afirmando que o crime organizado ainda está presente em bairros de Manaus. Lima respondeu que as forças estaduais não conseguem combater sozinhas o crime organizado nas áreas de fronteira e defendeu maior atuação e investimento do Governo Federal.

A situação dos povos indígenas foi abordada por Professora Evanyr, que perguntou a Ismael Munduruku. Munduruku citou problemas enfrentados por comunidades indígenas e afirmou representar também moradores do interior e das periferias. Evanyr defendeu políticas de Estado voltadas às diferentes culturas e línguas dos povos tradicionais, sobretudo nas áreas de educação e saúde.

No último confronto do bloco 1, Plínio Valério perguntou a Eduardo Braga sobre políticas voltadas às mulheres. Braga defendeu a ampliação de maternidades e unidades de saúde para atendimento às mulheres e declarou ser favorável à castração química. Plínio citou emendas destinadas à saúde das mulheres e leis relacionadas à prevenção do câncer do colo do útero.

O bloco 2, de tema determinado, destacou o combate a queimadas na Amazônia, as mudanças climáticas, a infraestrutura e o asfaltamento da rodovia BR‑319.

No bloco 3, de tema livre e considerações finais, os candidatos debatam o fim da escala 6x1 de trabalho, questões relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), regularização fundiária e segurança pública.

O debate evidenciou propostas e críticas sobre saúde, a defesa da Zona Franca de Manaus e a valorização dos povos indígenas, reforçando a relevância desses temas nas eleições de 2026.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

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