De 1933 a 2026: curiosidades e marcos da história do voto no Brasil
Um estudo baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral reúne os principais marcos do voto no Brasil, desde a primeira escolha para a Assembleia Constituinte até as projeções gerais para as Eleições 2026, evidenciando a alternância entre sufrágios diretos, escolhas indiretas e consultas populares por meio de plebiscitos e referendos.
A organização do sistema de votação ganhou respaldo institucional com o Decreto nº 21.076/1932, que instituiu o primeiro Código Eleitoral e criou a Justiça Eleitoral. No dia 3 de maio de 1933, realizou‑se o pleito direto para preencher 214 vagas de deputado federal encarregados de elaborar a nova Carta Magna, incluindo ainda vagas destinadas a representantes de entidades classistas de trabalhadores e patronais. Em 14 de outubro de 1934, os eleitores retornaram às urnas para a escolha direta de deputados federais e estaduais.
Com o fim do Estado Novo, o país retomou as votações diretas em 2 de dezembro de 1945, elegindo simultaneamente o Presidente da República, membros do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. A partir desse momento, estabeleceu‑se uma sequência de eleições diretas regulares nos anos de 1947, 1950, 1954, 1955, 1958, 1960 e 1962 para cargos dos poderes Executivo e Legislativo nas esferas federal, estadual e municipal. Em 6 de janeiro de 1963, a população foi convocada para um referendo nacional que decidiu pela rejeição do regime parlamentarista e pelo retorno ao presidencialismo.
Com a instauração do regime militar, o formato de escolha dos governantes sofreu alterações. Em 11 de abril de 1964, o Congresso Nacional realizou a primeira eleição indireta para a Presidência da República desse período. Mecanismos semelhantes foram aplicados para a escolha de governadores estaduais nos anos seguintes. Durante esse intervalo, o voto direto foi mantido para a renovação de vagas na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e nas câmaras municipais. As votações diretas para os governos estaduais foram restabelecidas na eleição de 15 de novembro de 1982. Em 15 de janeiro de 1985, ocorreu a última eleição presidencial indireta via Colégio Eleitoral, enquanto em 15 de novembro do mesmo ano o voto direto retornou para as prefeituras de capitais e municípios considerados de segurança nacional.
A promulgação da Constituição de 1988 reorganizou o calendário eleitoral brasileiro. Em 15 de novembro e 17 de dezembro de 1989, o Brasil realizou a primeira eleição direta para Presidente da República em dois turnos após quase três décadas. O novo texto constitucional também previu a realização de consultas populares de âmbito nacional e regional: no plebiscito de 21 de abril de 1993, os eleitores escolheram entre república ou monarquia constitucional e entre presidencialismo ou parlamentarismo; no referendo de 23 de outubro de 2005, a população votou sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munições no território nacional. Consultas regionais incluíram plebiscitos sobre o fuso horário do estado do Acre em 2010, a proposta de divisão do estado do Pará em 2011 e a criação de distritos municipais em Campinas no ano de 2014.
Desde 1994, o calendário nacional consolidou a alternância bienal entre eleições gerais (presidente, governadores, senadores e deputados) e eleições municipais (prefeitos e vereadores). A condução dos pleitos é regulamentada pela Lei nº 9.504/1997 e por resoluções normativas expedidas periodicamente pela Justiça Eleitoral. Para as Eleições 2026, o portal destaca que urnas já foram abertas no exterior para o segundo turno, que projeções apontam Flávio com 50,1 % dos votos válidos e Lula com 49,9 % no segundo turno, que o Flamengo não tem chance de anular a semifinal da Libertadores, que cinco estados têm alerta de perigo para tempestades durante as eleições, e que já são conhecidos os candidatos ao Senado pelo Pará e pelo Amazonas em 2026. Além disso, Mendonça atendeu solicitação de Fachin e retirou o sigilo do caso Master, conforme divulgado pela CNN Brasil.
Com informacoes de CNN Brasil.

