Eduardo Bolsonaro sugere envio de fuzileiros ao Brasil e defende saída de Flávio do país caso perca a eleição
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro sugeriu, em tom de brincadeira, o envio de fuzileiros navais ao Brasil e defendeu que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deixe o país caso perca a eleição presidencial deste domingo (25) para o presidente Lula (PT). As declarações foram feitas durante participação no podcast norte-americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder, nesta sexta-feira (23), dois dias antes do segundo turno.
Eduardo foi questionado por um espectador sobre o que a família Bolsonaro faria para ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, caso Flávio fosse derrotado nas urnas. Ao responder, o ex-deputado fez a declaração sobre fuzileiros entre risos. O apresentador reagiu à fala e, na sequência, comentou que uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos poderia provocar protestos no Brasil.
Na mesma entrevista, Eduardo afirmou ser favorável à saída do irmão do país caso ele não seja eleito presidente. Segundo o ex-deputado, Flávio poderia enfrentar investigações após o término de seu mandato no Senado, quando deixaria de contar com a imunidade parlamentar. Ele também acusou Lula de ameaçar seu irmão durante o debate presidencial da TV Globo, realizado na sexta-feira (23). De acordo com Eduardo, o presidente teria mencionado a possibilidade de investigar Flávio após o encerramento de seu mandato parlamentar. A reportagem não traz manifestação do governo ou da campanha de Lula sobre essas acusações.
Eduardo também colocou em dúvida a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro. Sem apresentar provas de irregularidades, criticou a ausência de cédulas de papel e afirmou que a apuração dependeria da confiança nas máquinas. As críticas ao sistema são recorrentes nas declarações de Eduardo, que, assim como o pai, Jair Bolsonaro, já questionou diversas vezes a confiabilidade das urnas. Até o momento, não foram apresentadas provas de fraudes no sistema, que passa por procedimentos de auditoria e fiscalização conduzidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A fala se soma a outros episódios recentes da campanha em que a situação jurídica de integrantes da família Bolsonaro e a segurança do processo eleitoral foram temas de debate. Como já mostramos, a campanha de Flávio Bolsonaro vem sendo alvo de questionamentos de adversários sobre o cumprimento de acordos relativos à abertura de sigilos, e a pesquisa Datafolha divulgada a três dias do segundo turno apontou empate técnico entre os candidatos.
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Com informacoes de Congresso em Foco.

